O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) foi apresentado como estratégia para estruturar o uso responsável da tecnologia no setor público, com foco em infraestrutura, capacitação e melhoria de serviços ao cidadão. A palestra foi ministrada por Thaciana Cerqueira, Coordenadora Geral de IA Responsável do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, durante o SPIW nesta sexta-feira (15).
Segundo Thaciana, o plano surgiu por determinação do presidente da República com metas, prazos e orçamento definidos. “Um governo para cada pessoa. Isso não é uma metáfora. É uma declaração de intenção”, afirmou ao defender a personalização de serviços públicos com apoio de dados e IA.
Ela explicou que o PBIA tem validade de quatro anos e orçamento estimado em R$ 23 bilhões, dividido em cinco eixos:
- infraestrutura e desenvolvimento;
- formação e capacitação;
- IA para serviços públicos;
- inovação empresarial;
- regulação e governança.
De acordo com a coordenadora, 54 ações estruturantes estão previstas, com 56% já em execução e R$ 6,6 bilhões utilizados até o momento.
No eixo voltado a serviços públicos, Thaciana destacou a criação do Núcleo de IA do Governo, plataformas de IA generativa e uso de agentes conversacionais via WhatsApp. “Podemos ser mais proativos. Podemos conversar com o cidadão”, disse, ao citar o uso do mensageiro oficial integrado ao Gov.br.
A coordenadora também ressaltou desafios como formação de servidores, retenção de talentos e regulação. Segundo ela, o governo já capacitou 82 mil servidores em IA e pretende alcançar 115 mil até o fim de 2026. O plano também adota diretrizes de ética e autoavaliação de risco com base nas discussões do projeto de lei em tramitação no Congresso.
Ao encerrar, Thaciana afirmou que o objetivo é tornar o Brasil referência global no uso de IA no setor público, com foco em eficiência, inclusão e desenvolvimento tecnológico.
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