- Jogos como Ring Fit Adventure da Nintendo podem reduzir sintomas de depressão, segundo estudo

Um estudo financiado pela Associação de Ensino Superior de Jilin, na China, concluiu que jogos de exercício físico, como o Ring Fit Adventure, da Nintendo, podem reduzir consideravelmente os sintomas iniciais de depressão. A pesquisa investigou se a depressão subclínica poderia ser tratada por meio de videogames que incentivam a prática de atividades físicas.
A depressão subclínica (DSC) é definida como um estado em que o indivíduo apresenta sintomas depressivos, mas ainda não preenche os critérios para o diagnóstico de transtorno depressivo maior. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que exercícios físicos podem reduzir esses sintomas, mas manter uma rotina regular costuma ser um desafio para pessoas nessa condição.
O estudo partiu da hipótese de que “jogos de exercício em plataformas como o Nintendo Switch podem melhorar a motivação e a participação em atividades físicas” — área em que as evidências científicas ainda eram limitadas até então.
Jogos baseados em exercício físico podem ajudar na depressão? Entenda o estudo chinês
Para conduzir a pesquisa, 84 adultos com depressão subclínica foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo, com 42 participantes, seguiu um programa de oito semanas com Ring Fit Adventure, realizando de duas a três sessões semanais de 50 a 60 minutos cada. O segundo grupo, também com 42 pessoas, manteve suas atividades habituais sem qualquer intervenção.
Os resultados apontaram diferenças expressivas entre os dois grupos ao longo do período. O grupo que jogou Ring Fit Adventure relatou “reduções significativamente maiores nos sintomas depressivos em todos os momentos da pesquisa”, além de “melhoras significativas” na qualidade do sono e nos níveis de ansiedade.

O estudo observa que manter uma rotina de exercícios pode ser difícil para pessoas com sintomas depressivos — e que o formato de videogame pode funcionar como um facilitador para esse engajamento. A gamificação da atividade física parece reduzir a resistência inicial que muitos pacientes enfrentam ao tentar incorporar exercícios ao cotidiano.
Os pesquisadores destacaram que o programa utilizado no estudo é acessível ao público em geral, sem a necessidade de equipamentos especializados ou acompanhamento presencial. Isso amplia o potencial de aplicação dos resultados em contextos clínicos e domésticos.
O período de oito semanas foi suficiente para produzir resultados mensuráveis, o que reforça a viabilidade do modelo como intervenção de baixo custo para casos de depressão subclínica — especialmente em estágios iniciais, antes que os sintomas se intensifiquem.
Pacientes relataram melhoras no bem-estar
Em entrevistas realizadas após o programa, os participantes do grupo que jogou Ring Fit Adventure relataram ter se sentido engajados com o conteúdo do jogo.

Eles também afirmaram acreditar que a atividade contribuiu para seu bem-estar tanto mental quanto físico, e disseram ter achado mais fácil manter uma rotina regular durante o período.
O aspecto lúdico do jogo parece ter sido um fator determinante para a adesão ao programa. A percepção de que a atividade era prazerosa, e não apenas terapêutica, pode ter contribuído para que os participantes se mantivessem engajados ao longo das oito semanas.
“Esses resultados sugerem que as plataformas de exergaming disponíveis comercialmente podem servir como ferramentas acessíveis e envolventes para o apoio precoce à saúde mental em contextos da vida real”, conclui o estudo.
Entenda como o Ring Fit Adventure funciona
Lançado em outubro de 2019, Ring Fit Adventure é um RPG por turnos em que os movimentos do jogador no mundo real se traduzem em ações dentro do jogo. O título utiliza dois acessórios físicos: o Ring-Con, um anel de Pilates com sensor de tensão que mede o quanto está sendo esticado, e uma tira para a perna — ambos equipados com um Joy-Con cada.

Por meio dessa combinação, o jogo rastreia movimentos como corrida, saltos e exercícios de força, integrados às mecânicas de batalha e exploração do RPG. Quanto mais preciso e intenso o movimento do jogador, maior o impacto das ações dentro do game.
Ring Fit Adventure é o 13º jogo mais vendido para Nintendo Switch, com mais de 15 milhões de cópias comercializadas desde o lançamento. O título dá continuidade a uma tradição da Nintendo em games de fitness, iniciada com o Wii Fit, que vendeu mais de 22 milhões de cópias, e continuada com Wii Fit Plus e Wii Fit U.
E você, o que achou da pesquisa que aponta um videogame como aliado no tratamento de sintomas depressivos? Conta pra gente nas redes sociais do Voxel!
- Galaxy Z Fold 8 Ultra é liberado para venda no Brasil

A Samsung deve renovar, em breve, a sua linha de smartphones dobráveis e se prepara para o lançamento global. Registros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vistos pelo TecMundo reforçam que o suposto Galaxy Z Fold 8 Ultra foi homologado e já pode ser comercializado no Brasil.
Registrado sob o número de modelo “SM-F976B”, o Galaxy Z Fold 8 Ultra seria um sucessor direto do atual Galaxy Z Fold 7. A mudança de nomenclatura, segundo rumores, indica que a Samsung deve lançar um dispositivo com formato diferente e mais largo neste ano.
Certificação inicial da Anatel não revela muitos detalhes sobre o próximo smartphone da Samsung. (Captura de tela: Wellington Arruda/TecMundo) Se as informações estiverem corretas, esse possível dispositivo será chamado apenas de “Galaxy Z Fold 8”. Também chamado de “Z Fold Wide” pelos rumores, o aparelho ainda não foi homologado pela Anatel.
Novos Galaxy Z em breve?
O certificado divulgado pela Anatel teria sido emitido pelo CPQD (Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) na sexta-feira (19). O certificado observa que o “telefone deve ser fornecido com bateria e carregador compatíveis e devidamente homologados pela Anatel”.
Há poucos detalhes divulgados sobre a próxima geração de dobráveis da Samsung até então. No caso do suposto Z Fold 8 Ultra, a Samsung pode trazer carregamento mais rápido de 45 watts, além de bateria maior com 5.000 mAh. O aparelho também pode contar com uma nova câmera ultra-angular de 50 MP.

Próximos smartphones dobráveis da Samsung devem ser revelados ainda no início do segundo semestre. (Imagem: Wellington Arruda/TecMundo) Entre as expectativas estão recursos como a volta do suporte à caneta S Pen e, também, uma nova câmera de zoom óptico, mas rumores divergem sobre tais novidades. Diferente do Galaxy S26 Ultra, a “Tela de Privacidade” também não está confirmada para o Fold 8 Ultra.
Também segundo rumores, a Samsung deve realizar o anúncio dos seus próximos smartphones de ponta em 22 de julho. A data oficial, porém, ainda não foi revelada pela companhia. Recentemente, o Galaxy Z Flip 8 também foi homologado pela Anatel e já está liberado para venda no Brasil.
- Por que alerta da Defesa Civil tocou alto mesmo com o celular no silencioso
Moradores de diversos estados brasileiros receberam na madrugada de hoje um Alerta Extremo falso enviado pela plataforma Defesa Civil Alerta com a palavra misantropia, que quer dizer “horror à humanidade ou aversão à natureza humana”. - Meta busca imunidade jurídica em meio a onda de processos por danos a menores

A Meta tem pressionado o Congresso dos Estados Unidos em busca de imunidade legal nos processos judiciais por danos causados pelas redes sociais a crianças e adolescentes abertos contra ela no país, conforme revelou a Reuters na quinta-feira (18). A big tech é alvo de milhares de ações do tipo, atualmente.
O lobby envolve mudanças na Lei de Segurança Online Infantil (KOSA, na sigla em inglês) que estão em análise no Senado americano, como aponta a agência de notícias. Se adicionada à legislação, essa proposta pode ter impacto direto nos processos em andamento, prejudicando os autores. A empresa nega que o texto represente imunidade total.
Processos correm risco de extinção?
Segundo a porta-voz da Meta, Stephanie Otway, a gigante da tecnologia está propondo “padrões nacionais uniformes para a segurança online dos jovens”. A ideia é que as discussões relacionadas a problemas causados pelas redes sociais em menores sejam regidas por uma lei federal mais abrangente.
- Otway afirma que as leis estaduais utilizadas na abordagem do tema são fragmentadas, facilitando a atuação dos advogados de demandantes;
- Ela ressaltou que a proposta não resultará na extinção dos processos já abertos e rechaçou a busca por blindagem total da empresa alegada pelos críticos;
- Por outro lado, a representante da Associação Americana para a Justiça, Julia Duncan, aponta que o texto apoiado pela big tech não deixa dúvidas quanto à imunidade e bloqueio das ações pendentes;
- “A linguagem utilizada é bastante clara: imunidade contra todos os pais e distritos escolares que buscam responsabilizar qualquer empresa de IA ou de mídia social por danos causados a crianças. Não há outra interpretação possível”, declarou Duncan.
As big techs estão na mira da justiça pelo uso de redes sociais por crianças e adolescentes. (Imagem: lakshmiprasad S/Getty Images) Segundo a fonte ouvida pela reportagem, a Meta propôs a alteração em troca da retirada de oposição à KOSA. O projeto exigiria a adoção de medidas razoáveis para a prevenção de danos a crianças e adolescentes e estaria em negociação entre congressistas e a Casa Branca, embora um dos senadores supostamente envolvidos tenha negado a participação.
Aprovada em 2024 por 91 votos a 3 no Senado, a Lei de Segurança Online Infantil não passou pela Câmara dos Representantes. Ela foi novamente colocada em discussão este ano, com apoio de e democratas, mas não há prazo para uma definição.
O processo vencido por uma jovem da Califórnia no início do ano, culpando a Meta e o YouTube pelo vício de menores em redes sociais, gerou uma onda de novas ações contra as big techs. Relembre o caso nesta matéria.
- Rise of the Tomb Raider envelheceu como vinho, mas port no Switch 2 deixa a desejar

Entre os anúncios da última Nintendo Direct, que inclui o retorno de Zelda e Kingdom Hearts 4, um jogo chegou no estilo shadow drop para os donos do Switch 2: Rise of the Tomb Raider. Lançado originalmente em 2015, o segundo capítulo da trilogia Survivor deu as caras no console híbrido em sua versão completa, incluindo DLCs e todo o esplendor da icônica exploradora.
O Voxel teve a oportunidade de testar o jogo por meio de uma chave cedida pela Aspyr, responsável pelo port, e a primeira impressão é extremamente positiva. Mais de uma década depois de seu lançamento original, Rise of the Tomb Raider continua sendo uma aventura divertida e surpreendentemente atual.
O problema é que a qualidade da obra criada pela Crystal Dynamics acaba entrando em conflito com um trabalho de adaptação que poderia ter recebido mais atenção. Embora a experiência geral continue muito boa, a versão de Switch 2 apresenta limitações técnicas que deixam a sensação de que o console poderia entregar resultados melhores.
Uma aventura que continua excelente mesmo depois de dez anos
Após mais de 10 anos de estrada, Rise of the Tomb Raider mostra que é um jogo que consegue ficar bom mesmo com a idade. A jornada de Lara em busca da cidade perdida de Kitezh continua oferecendo uma mistura ótima de exploração, combate e resolução de quebra-cabeças nos dias de hoje.
Quando revisitamos obras antigas, principalmente no mundo dos games, é comum certos títulos perderem a magia com o passar do tempo. No caso de Rise of the Tomb Raider, o título ainda parece um single-player nos padrões modernos.
A campanha leva a protagonista para regiões congeladas da Sibéria enquanto ela enfrenta a organização Trinity em uma corrida pela descoberta da lendária Fonte Divina. O enredo traz momentos de ação cinematográfica com uma narrativa mais pessoal, explorando as consequências psicológicas dos eventos vividos por Lara no jogo anterior.
Boa parte do que deixa o jogo muito atual vem do ritmo da aventura. Diferente de muitos games modernos de mundo aberto que exageram na quantidade de atividades, Rise of the Tomb Raider mantém um equilíbrio interessante entre exploração, progressão e conteúdo opcional, trazendo um combo que consegue sobreviver ao tempo em sua estrutura.
A chegada no Switch 2 também é ótima para quem é fã de portabilidade. Afinal, ter a chance de jogar em qualquer lugar usando o modo portátil é um ótimo diferencial em comparação com as outras plataformas.
Gameplay continua divertido e cheio de possibilidades
Outro aspecto que resiste muito bem à passagem do tempo é o sistema de gameplay. Lara possui um arsenal variado de armas e ferramentas, mas o jogo constantemente incentiva o jogador a experimentar abordagens diferentes.
O arco continua sendo uma das armas mais satisfatórias da aventura, principalmente para quem curte abordagens mais silenciosas. A progressão também ajuda a manter a experiência interessante com novas habilidades para explorar o ambiente, brigar com inimigos e sobreviver.
Além disso, a edição disponível no Switch 2 inclui todo o conteúdo lançado ao longo dos anos. Isso significa acesso às expansões Baba Yaga, Blood Ties, Cold Darkness Awakened e diversos extras que aumentam ainda mais a quantidade de conteúdo disponível.
Outro ponto positivo da versão é a presença da localização completa para português brasileiro. A dublagem ajuda a tornar a narrativa mais acessível e mantém a qualidade já conhecida das versões lançadas anteriormente.
A interpretação dos personagens continua funcionando muito bem, especialmente nos momentos mais dramáticos da campanha. Para quem nunca teve contato com o jogo original, essa é uma forma bastante confortável de conhecer uma das melhores aventuras modernas da Lara Croft.
O problema está justamente onde o Switch 2 deveria brilhar
Infelizmente, a parte técnica pode ser o principal obstáculo desta versão para jogadores mais exigentes. Rise of the Tomb Raider roda a 30 quadros por segundo tanto no modo portátil quanto no Dock.
A limitação da taxa de quadros, por si só, não seria necessariamente um problema, mas as oscilações ocasionais acabam prejudicando alguns momentos mais intensos da aventura. Afinal, estamos falando de um jogo cheio de combates e cenas repletas de movimento, o que pode causar desconforto em certos jogadores.
Durante cenas de ação com muitos efeitos na tela ou confrontos maiores, é possível perceber pequenas quedas de desempenho. Nada que chega a tornar o game injogável, mas a experiência perde parte da fluidez que poderia oferecer em um hardware mais moderno.

Outro problema recorrente é o pop-in de texturas. Em diversos momentos com cenários mais abertos, elementos e superfícies levam alguns segundos para carregar completamente, algo perceptível tanto na TV quanto na tela do próprio console.
A maior fraqueza do Switch 2 atualmente
O mais curioso é que essas limitações vistas no game parecem estar mais relacionadas à otimização do que propriamente ao hardware. Desde a estreia do Switch 2 no ano passado, diversos jogos chegaram ao console sem conseguir aproveitar o potencial completo do hardware.
Entre títulos recém-lançados para o Switch 2 e ports da geração passada que não receberam otimizações, alguns jogos importantes e mais antigos seguem limitados na nova plataforma da Nintendo. Coleções como GTA Trilogy e Batman Arkham Trilogy mostraram situações parecidas, em que a qualidade final parecia limitada mais pelo trabalho de adaptação do que pelas capacidades reais da plataforma.
O próprio Switch 2 já demonstrou ser capaz de lidar com projetos extremamente ambiciosos. Jogos como Cyberpunk 2077 e Final Fantasy VII Rebirth provam que o console consegue executar experiências muito mais exigentes quando existe um trabalho sólido de otimização por trás.

Claro que existem concessões inevitáveis em um hardware híbrido. Ainda assim, é difícil não olhar para Rise of the Tomb Raider e imaginar que o resultado poderia ser mais refinado.
Vale a pena?
Apesar dos problemas técnicos, Rise of the Tomb Raider continua sendo um excelente jogo e uma pedida perfeita para quem curte experiências single-player focadas em história. A combinação entre exploração, combate, narrativa e resolução de enigmas permanece tão eficiente quanto era em 2015, e a inclusão de todos os DLCs torna o pacote ainda mais atrativo.
O preço na faixa dos R$ 120 também ajuda a tornar a experiência mais interessante para quem nunca teve a oportunidade de acompanhar essa fase da franquia e busca experiências diferenciadas no Switch 2. Por esse valor, existe uma quantidade enorme de conteúdo e uma aventura que continua entre as melhores protagonizadas por Lara Croft.
Ainda assim, fica a sensação de oportunidade parcialmente desperdiçada. O Nintendo Switch 2 claramente possui capacidade para entregar uma experiência mais consistente, e bastaria um trabalho de otimização mais cuidadoso para transformar este port em uma versão muito mais recomendável.
Por enquanto, a aventura continua valendo a viagem até a Sibéria. Só não espere a versão definitiva que o retorno de Lara Croft ao ecossistema Nintendo merecia.
Nota do Voxel: 80
Pontos positivos (prós):
- História segue muito boa.
- Gameplay continua atual.
- Versão completa e com bom preço.
- Dublagem em português brasileiro.
Pontos negativos (Contras):
- Limitações técnicas, como 30 quadros por segundo, em um jogo antigo.
- Pop-in de texturas.
Uma cópia do game foi cedida pela desenvolvedora para a realização da review. E aí, você vai dar uma chance para Shadow of the Tomb Raider no Switch 2?