Um serviço importante da história recente da Apple completa 15 anos de vida dentro do iPhone nesta quarta-feira (15). É a Siri, assistente pessoal da marca com várias utilidades de conversação, navegação e produtividade para o usuário.
A plataforma já existia antes, mas “nasceu” de novo neste mesmo dia em 2011, quando começaram as vendas do primeiro smartphone da Maçã que trouxe esse recurso nativamente embutido no aparelho.
A partir deste ponto, foram vários anos de evolução até que ela se estabelecer como parte do ecossistema da Maçã — culminando na fase atual, com uma nova versão que aprimora ainda mais essas capacidades. A seguir, o TecMundo relembra um pouco da trajetória do serviço.
O começo fora da Apple
A Siri nasce como um projeto paralelo do Artificial Intelligence Center do Stanford Research Institute, um laboratório de ciências da computação fundado ainda na década de 1960 nos Estados Unidos.
O projeto original de assistente pessoal da empresa era o CALO, criado para uma agência de projetos de defesa — a DARPA, mesmo lugar em que surge o embrião da internet contemporânea.
Já a tecnologia de reconhecimento de voz da plataforma veio de outra empresa, a Nuance Communications. A Apple adquiriu a Siri em abril de 2011, sendo que o aplicativo dela já estava disponível para o iOS desde fevereiro do ano anterior.
A história mais contada sobre a origem do nome vem de Dag Kittlaus, um dos engenheiros do projeto CALO, que precisou convencer Steve Jobs de que o termo deveria ser mantido no produto final. Siri vem do norueguês e significa “uma bela mulher que leva você para a vitória”.
O primeiro celular
O iPhone 4s foi um dos grandes lançamentos da Apple em 2011. Além da assistente pessoal, o aparelho contava com o chip Apple A5 dual-core de 1 GHz e uma câmera traseira de 8 MP com suporte para gravação em 1080p.
O visual idêntico ao modelo anterior gerou algumas críticas, assim como preocupações sobre o funcionamento da própria Siri.
O aparelho foi ainda o primeiro anunciado somente por Tim Cook no palco, já oficialmente como CEO: Jobs já estava afastado do cargo e faleceu um dia depois, em 5 de outubro.
A evolução no ecossistema
A Siri em Beta foi lançada com suporte para poucos idiomas: inglês localizado para Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, francês e alemão.
Os primeiros recursos incluem fazer chamadas, enviar mensagens, criar lembretes ou compromissos na agenda e responder perguntas simples. Já a voz mais famosa da assistente foi a de Susan Bennett, que por anos foi responsável pelas falas nos EUA, enquanto no Brasil a mais lembrada no cargo é Regina Bittar.

Ao longo dos anos, a Siri recebeu atualizações constantes que melhoraram o funcionamento e a integração da assistente:
- em setembro de 2014, ela ganhou a habilidade de ser ativada automaticamente no aparelho, apenas respondendo ao comando “Hey Siri”;
- o suporte oficial ao idioma português do Brasil foi lançado somente em fevereiro de 2015;
- já em 2016, a Apple começou a liberar acesso à Siri para integração com outros aplicativos por meio da API;
- no mesmo ano, a Siri chegou oficialmente ao macOS a partir da atualização Sierra, — a estreia no Apple Watch tinha acontecido já na primeira geração, lançada no ano anterior;
- na atualização iOS 11, de 2018, a Siri começa a fazer tradução de idiomas, passa a responder perguntas consecutivas sobre um mesmo tema e fica ainda mais integrada com ações de apps de terceiros.
Essas e outras mudanças eram necessárias: poucos anos depois de sair, ela já tinha concorrentes de peso com maior qualidade no reconhecimento de voz e nas habilidades integradas a um aparelho, como a Alexa da Amazon e o Google Assistente, além da já descontinuada Cortana, da Microsoft.
Siri AI: atraso e parceria
A Apple também sentiu a necessidade de evolução da Siri na era da inteligência artificial (IA). A companhia ficou para trás na corrida de chatbots e modelos de linguagem, em uma falha estratégica que afetou inclusive a assistente pessoal.
O pacote de recursos Apple Intelligence já chegou com atraso e, na prática, tinha poucos recursos em comparação com serviços como ChatGPT, Gemini e Copilot. Além disso, a própria “Siri turbinada” não apareceu quando a plataforma foi lançada.
Devido a uma série de problemas técnicos e obstáculos de implementação, a Apple adiou continuamente a chegada da nova versão. A Siri AI só foi apresentada em junho deste ano e ainda precisa de algumas melhorias.
A assistente pessoal só conseguiu sair do papel graças a uma parceria da marca com o Google Gemini, integrado ao modelo de linguagem da própria Maçã.
Após a turbulência e as questões de agenda, a Siri AI parece estar nos trilhos, cada vez mais integrada com o ecossistema da marca. Ela virou até parte essencial do mais novo aparelho da Maçã, o HomeView, uma aposta ousada no ramo de casas inteligentes que dá ainda mais responsabilidade a esse serviço.
O que esperar da gestão de John Ternus, o atual CEO da Apple? Entenda nesta matéria! /Com informações de MacRumors, TechRadar e NetworkWorld.