A escassez de memórias RAM está longe de acabar e deve perdurar até 2028, segundo informações da própria Samsung. Os detalhes foram divulgados nesta quinta-feira (30) durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 da empresa. O momento é tão delicado que a Samsung teve prejuízos na divisão de smartphones pela primeira vez na história.
Por mais que a alta no preço desses chips de RAM tenha ajudado a sul-coreana a fortalecer para uma receita recorde, a oferta desses componentes vai ficar estrangulada. Executivos da companhia entendem que o cenário só vai começar a estabilizar daqui a dois ou três anos, mas a crescente de inteligência artificial aumentará.
Como o tempo de construção de uma nova fábrica até a produção desses itens supera três anos, , junto com a série intermediária Galaxy A, que foram os grandes motores de vendas no período. Para reverter esse cenário, a companhia aposta na perpetuação de boas vendas dos Galaxy S26 e no impulsionamento de receita com os recém-lançados Galaxy Z Fold 8 e Z Flip 8.
O grupo System LSI, que contempla processadores mobile e sensores, sofreu um pouco. A razão é porque essa época do ano costuma ter um declínio na venda de celulares premium. A Samsung entende que o mercado permanecerá fraco, mas aposta em novos chips de ponta para manter as vendas.
A divisão de Foundry (fundição de chips) melhorou seus ganhos e conseguiu contratos importantes para modelos de 2 nanômetros. Já a parte SDC de telas teve um crescimento sólido, impulsionada pela venda de displays OLED encontrados em smartphones topo de linha.
Por falar na Samsung, a empresa afirma que quis “sair na frente” da Apple com o Galaxy Z Fold 8 em uma entrevista exclusiva. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

