Resonance: A Plague Tale Legacy abraça ação e estilo de Tomb Raider

A série A Plague Tale conquistou uma legião de fãs ao combinar narrativa emocional, ambientação histórica, momentos de tensão e furtividade. Depois de acompanhar a jornada de Amicia e Hugo em Innocence e Requiem, a Asobo Studio decidiu seguir um caminho diferente com Resonance: A Plague Tale Legacy.

O novo jogo se passa 15 anos antes dos acontecimentos de Requiem e coloca Sophia no papel principal. A personagem, que já havia aparecido no segundo título da franquia, agora ganha uma aventura própria que mistura mitologia grega, exploração, combate corpo a corpo e muitos mistérios.

Durante um evento de apresentação, eu tive a oportunidade de testar cerca de uma hora do jogo no PC. A experiência incluiu um tutorial focado em combate e dois capítulos da campanha, o suficiente para mostrar que Resonance pode ser uma das surpresas mais interessantes de 2026 para quem gosta de aventuras single-player.

Exploração da Ilha do Minotauro é o grande destaque

Os capítulos apresentados se passam na misteriosa Ilha do Minotauro. No quinto capítulo, Sophia e sua parceira Leni exploram o local enquanto tentam desvendar seus segredos, enfrentando inimigos e investigando ruínas antigas.

Já o sexto capítulo coloca Sophia em uma área subterrânea com uma grande ameaça. Aqui, o jogo aprofunda elementos da narrativa e amplia os mistérios que cercam a protagonista e a ilha. 

Em ambos os capítulos, a ambientação chama atenção logo de cara. Assim como aconteceu nos jogos anteriores da franquia, os cenários são extremamente detalhados e contam com um ótimo nível de acabamento visual.

Os ambientes explorados durante o teste apresentam paisagens impressionantes, construções antigas repletas de detalhes e personagens com visual bastante realista. É uma evolução natural do padrão gráfico que a série estabeleceu nos últimos anos.

Resonance lembra Tomb Raider em vários momentos

Apesar de estar amplamente ligado com A Plague Tale, o gameplay acabou me lembrando de outro jogo. Na sequência que joguei, a história e jogabilidade lembra muito Tomb Raider, mas com seu próprio tempero.

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A estrutura de Resonance aposta em exploração relativamente linear, cenários com caminhos alternativos e diversos quebra-cabeças ambientais. Em vários momentos, a sensação é a de estar explorando uma antiga civilização em busca de respostas, exatamente como acontece nas aventuras da mais recente trilogia de Lara Croft.

Uma das mecânicas centrais envolve uma esfera minoica capaz de manipular a luz. Durante a demonstração, precisei utilizar o artefato para resolver puzzles e encontrar símbolos necessários para desbloquear portas e avançar pela campanha.

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Os enigmas apresentados até agora são simples, mas podem te deixar pensando e cumprem bem seu papel ao variar o ritmo da aventura. 

Combate é a maior mudança da franquia

Enquanto os outros jogos da franquia Plague Tale também contavam com puzzles e exploração ambiental, Resonance traz uma grande diferença. Enquanto Innocence e Requiem tinham foco pesado em furtividade, o novo jogo coloca o combate em posição de destaque. 

Sophia é uma protagonista muito mais preparada para enfrentar seus inimigos diretamente. As lutas envolvem aparos, esquivas e contra-ataques utilizando espada, adaga e um gancho que permite puxar arqueiros. 

Também existem diversas animações de execução bastante elaboradas, tornando os confrontos mais satisfatórios visualmente. O sistema funciona bem quando enfrentamos os adversários, que podem aparecer em diferentes tamanhos e com escudos, o que exige mais atenção na briga. 

No entanto, durante algumas batalhas maiores, o combate pareceu um pouco truncado e menos refinado do que eu esperava – mas talvez seja só o calor da batalha. Ainda assim, quando separei os inimigos em grupos menores, foi tranquilo de lidar com eles. 

Elementos de RPG ajudam na progressão

Além da ação, Resonance também incorpora alguns sistemas leves de RPG. Sophia possui uma árvore de habilidades que permite desbloquear melhorias para diferentes aspectos da jogabilidade. 

Também é possível equipar itens que fortalecem determinadas habilidades da protagonista. Nada muito complexo, mas suficiente para criar uma sensação constante de progressão e recompensar quem gosta de explorar cada canto do mapa.

Essa camada adicional ajuda a dar mais profundidade ao gameplay sem comprometer o ritmo da aventura. Entre as melhorias que testei, já deu para ver que é possível seguir diferentes caminhos e garantir mudanças significativas no combate.

Narrativa mantém a identidade de A Plague Tale

Apesar das mudanças no combate, o coração da franquia continua presente. A narrativa foi justamente o aspecto que mais me chamou atenção durante o teste. 

Durante o quinto capítulo, o jogo alternou momentos vividos por Sophia na Idade Média com sequências envolvendo Teseu na antiga civilização minoica. Essa estrutura de duas linhas temporais cria uma sensação constante de mistério. 

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Aos poucos, o jogador descobre como os eventos do passado influenciam os acontecimentos do presente e qual é a verdadeira ligação de Sophia com os segredos da ilha. A protagonista também busca respostas sobre o legado deixado por seu pai falecido, algo que ajuda a criar um envolvimento emocional imediato com a trama.

Mesmo com pouco tempo de gameplay, a história conseguiu me prender e despertou curiosidade para descobrir o que está realmente acontecendo naquele lugar.

Linearidade ainda gera alguns tropeços

Em alguns momentos, no entanto, o jogo apresenta caminhos e estruturas que parecem acessíveis, mas acabam resultando apenas na morte da protagonista. Isso gerou uma sensação de frustração, principalmente quando o cenário sugere uma liberdade maior do que realmente existe.

Também encontrei dificuldades em uma área mais aberta da ilha. Os ambientes eram visualmente parecidos e acabei me perdendo algumas vezes tentando encontrar o caminho correto.

Felizmente, o diário do jogo oferece pistas úteis para retomar a progressão. Ainda assim, esse é um aspecto que pode ser refinado até o lançamento – ou servir de sinal de alerta para o jogo completo.

Vale a pena ficar de olho em Resonance?

Mesmo com o teste limitado a dois capítulos, Resonance: A Plague Tale Legacy deixou uma impressão bastante positiva por aqui. A combinação trazida pelo game cria uma fórmula que lembra Tomb Raider em vários momentos, mas sem abandonar completamente a identidade construída pela série da Asobo Studio.

Meu principal receio é que a estrutura possa se tornar repetitiva ao longo de uma campanha mais longa, especialmente se os cenários continuarem seguindo padrões muito semelhantes entre si. Ainda assim, a narrativa apresentada até agora mostra potencial para sustentar o interesse dos jogadores do começo ao fim.

Se a versão final conseguir manter o ritmo da história, ampliar a variedade dos cenários e refinar alguns aspectos do combate, Resonance tem tudo para se tornar uma das aventuras single-player mais interessantes de 2026. Para quem gosta de exploração, mistério e quebra-cabeças, definitivamente vale a pena acompanhar de perto.

Resonance: A Plague Tale Legacy chega em 27 de agosto no PC, PS5 e Xbox Series S e X. O título já está em pré-venda em todas as plataformas.

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