Polícia de SP registra alta no uso de smart tags para perseguir mulheres

Homens estão utilizando tags de rastreamento para monitorar mulheres em São Paulo (SP). Dados obtidos na Delegacia de Defesa da Mulher (1ª DDM) indicam que os casos cresceram mais de 15% no primeiro trimestre deste ano.

De acordo com reportagem publicada nesta terça-feira (24) pela Folha de S. Paulo, 104 boletins de ocorrência foram contabilizados até março deste ano, ou seja, um aumento frente aos 90 casos no mesmo período do ano passado. Com tamanhos reduzidos, essas tags podem ser facilmente escondidas em quase qualquer lugar e prover o rastreio em tempo real das vítimas.

A publicação conta a história de uma pedagoga de 46 anos, que descobriu a perseguição. Seu celular começou a enviar notificações que uma tag desconhecida estava informando a localização da usuária para outro dispositivo por horas. Pelas imagens cedida, é perceptível que o modelo encontrado era

Um ano depois, um processo coletivo foi aberto sob o pretexto que a Apple não fazia o suficiente para minimizar o uso irregular desse acessório. Apesar disso, a gigante inúmeras vezes salientou que suas etiquetas não foram criadas para rastrear pessoas ou animais de estimação.

Vale notar que não há somente tags rastreadores da Maçã, mas também de empresas como Samsung e Motorola, amplamente disponíveis. Modelos de marcas brancas também são facilmente encontrados à venda em marketplaces.

Em um dos casos de bom uso da tecnologia, as tags já foram responsáveis por ajudar um fotógrafo a recuperar R$ 36 mil em itens roubados. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.

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