Linkedin diz que IA ainda não causa desemprego, mas faz alerta

A inteligência artificial generativa não está impactando os empregos da maneira como se imaginava, pelo menos por enquanto, não sendo culpada pela queda nas contratações. É o que garante o diretor de assuntos globais e jurídicos do LinkedIn, Blake Lawit.

Debatendo o tema durante o fórum anual Semafor World Economy, realizado esta semana em Washington (Estados Unidos), o executivo compartilhou dados internos da plataforma sobre empregabilidade. Ele disse que o volume de contratações caiu aproximadamente 20% desde 2022.

De quem é a culpa?

Geralmente responsabilizada por essas reduções, a IA ainda não tem relação direta com a baixa na quantidade de pessoas contratadas nos últimos anos, segundo a rede social profissional. O recuo afeta diferentes segmentos e é notado globalmente.

  • Segundo Lawit, os dados coletados em tempo real não representam padrões que indiquem a substituição direta das pessoas pela IA;
  • Se as ferramentas inteligentes não têm culpa, então o que estaria causando a desaceleração no volume de contratações? Para o executivo, o problema é econômico;
  • Ele aponta a alta das taxas de juros como o principal fator para que as empresas freassem a abertura de novas vagas;
  • Ou seja, as contratações diminuíram porque ficou mais difícil conseguir crédito e os riscos aumentaram.
Por enquanto, a IA não é o principal fator para a baixa nas contratações, como apontam os dados do LinkedIn. (Imagem: SmileStudioAP/Getty Images)

“Todo mundo quer saber a resposta para esta pergunta: a IA está impactando os empregos agora? Nós analisamos e, honestamente, não vimos isso”, comentou, durante a conferência.

Os dados aos quais ele se refere são do gráfico econômico baseado em informações de mais de 1 bilhão de pessoas que a plataforma possui. Conforme o porta-voz do LinkedIn, o painel fornece uma “visão incrível e em tempo real” do mercado de trabalho.

Mudanças a caminho

Ainda conforme Lawit, nem mesmo os setores mais suscetíveis à automatização de tarefas, como atendimento ao cliente, administrativo e marketing, foram afetados em larga escala. Mas isso não significa que o cenário seguirá assim.

Embora o impacto da IA não seja sentido no momento, o LinkedIn acredita que a tecnologia trará mudanças graduais no mercado. Uma delas é a transformação de habilidades exigidas.

O executivo aponta que as habilidades necessárias para desempenhar uma função média mudaram 25%, mas a rede social prevê que isso chegue a 70% até 2030, devido aos avanços da tecnologia. Dessa forma, os trabalhadores terão que se adaptar para não perder o emprego.

Esta semana, o Snapchat demitiu cerca de 1 mil funcionários que serão substituídos pela IA, como confirmou a empresa.

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