O governo dos Estados Unidos proibiu a utilização da inteligência artificial (IA) DeepSeek em agências federais de todo o país, alegando preocupações com a segurança nacional relacionadas à tecnologia desenvolvida na China. O veto foi divulgado na segunda-feira (19) pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
Segundo o órgão, a proibição também se aplica aos produtos e serviços de terceiros alimentados pela IA chinesa, embora seja possível solicitar que as autoridades analisem eventuais exceções. A empresa sediada em Hangzhou tem enfrentado restrições desde o ano passado, em vários mercados.
A medida provocou a reação do Ministério das Relações Exteriores da China, que criticou a “politização” da IA em meio às disputas entre Washington e Pequim pela liderança do setor.
Ampliando as restrições
Em dezembro do ano passado, o governo Donald Trump aprovou uma lei que previa a suspensão do uso da IA DeepSeek pela comunidade de inteligência dos EUA. Antes disso, ela já estava restrita em dispositivos oficiais do Departamento de Comércio e outros órgãos ligados à administração federal.
- Com a proibição publicada agora, a Casa Branca expande a proibição para mais entidades governamentais;
- A restrição contempla tanto os sistemas em uso quanto as novas aquisições;
- De acordo com o DHS, há risco de que os dados de usuários da DeepSeek sejam compartilhados com o governo da China;
- O acesso incluiria informações sensíveis de cidadãos americanos e programas nacionais que poderiam ficar disponíveis para as autoridades de Pequim.
Possíveis vulnerabilidades de segurança nesses sistemas também são citadas pelo Departamento. O comunicado aponta a suposta existência de malware e outros programas maliciosos identificados por meio de pesquisas de código aberto no app do chatbot para iOS.
Vale lembrar que a startup chinesa também enfrentou, este ano, acusações de suas principais concorrentes americanas. Elas alegam que a DeepSeek adotou a técnica de destilação de modelos, aproveitando tecnologias da Anthropic e da OpenAI para aprimorar seus próprios sistemas.
O que disse a China?
Em coletiva, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, negou as alegações das autoridades americanas sobre a suposta ameaça potencial representada pela DeepSeek. Ela também saiu em defesa dos direitos das empresas sediadas no país.
“A China sempre se opôs à generalização excessiva do conceito de segurança nacional e à politização das questões de ciência, tecnologia e comércio. Defenderemos resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, comentou Ning.
Siga no TecMundo e saiba como a acirrada disputa entre EUA e China impacta os investimentos nas empresas de IA./ Com informações de TechCrunch e CNBC.