Especialistas em segurança digital do laboratório OpenSourceMalware e da empresa SafeDep identificaram uma onda de golpes virtuais voltados contra programadores. O alvo dos criminosos foram os catálogos públicos da internet em que profissionais de tecnologia buscam peças prontas de código para montar sites, sistemas e aplicativos.
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Ao invés de roubarem senhas de imediato, essas cópias alteradas usavam a conta ativa do desenvolvedor para forçar o perfil dele a seguir canais controlados pelos golpistas, sem nenhum pedido de autorização. O programa ainda silenciava as notificações dessas páginas para que o usuário não notasse a inscrição forçada.
Outras versões alteradas colocavam links de anúncios em todas as fotos e vídeos disparados pelo robô e chegavam a travar o atendimento após o envio de mensagens automáticas. A SafeDep confirmou que, pelo menos, 70 ferramentas derivadas desse recurso do WhatsApp e outras 15 extensões auxiliares espalharam esse tipo de abuso.

Em um teste paralelo registrado pela empresa, foram descobertos ainda 21 arquivos que usavam nomes parecidos com comandos internos do Google para tentar forçar computadores corporativos a baixarem códigos não oficiais durante o trabalho de rotina. “Nenhuma das mitigações padrão contra confusão de dependências cobre essa brecha”, alertou a equipe da SafeDep em relatório oficial.
Todas as ferramentas fraudulentas identificadas pelos relatórios foram retiradas do ar pelas plataformas. Os autores recomendam que os desenvolvedores confiram com atenção cada comando digitado na instalação de programas, façam uma revisão completa nos códigos de seus projetos e troquem senhas e chaves digitais caso tenham baixado algum dos itens suspeitos.
Por falar em vulnerabilidades do universo digital, ciberespiões atualizaram vírus para invadir órgãos públicos e driblar defesas do Windows. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
