Drones, raio-X e mais: Governo investe em tecnologia para combater crime organizado

O governo federal lançou na última terça-feira (12) o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, que objetiva enfraquecer financeiramente as facções criminosas, reforçar a segurança nos presídios e melhorar a capacidade de investigação, entre outras medidas. O eixo tecnológico é um dos pilares da estratégia.

Com previsão de investimentos de até R$ 11 bilhões e implementação condicionada à adesão de estados, municípios e o Distrito Federal, a iniciativa inclui ações operacionais com amplo uso de tecnologias. Bloqueadores de sinal de celular estão entre os equipamentos que serão integrados ao projeto.

Tecnologias envolvidas no programa

Além dos bloqueadores, as unidades prisionais deverão receber equipamentos de raio-X, scanners corporais, dispositivos de monitoramento por áudio e vídeo e kits de varredura para reforçar a segurança. Drones e radares complementam as novidades neste segmento.

  • Para acompanhar movimentações financeiras de grupos investigados, o programa prevê a aquisição de ferramentas avançadas de análise criminal, agilizando o rastreamento de dinheiro e a recuperação de ativos;
  • Tecnologias para extrair dados de celulares e outros dispositivos também fazem parte deste eixo, combinadas com operações integradas das forças de segurança;
  • A modernização das apurações de homicídios violentos é outro objetivo do programa, com a compra de recursos de perícia modernos como equipamentos de análise de DNA e comparadores balísticos;
  • Já para o enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos, a estratégia abrange investimento em drones, rastreadores veiculares, novos instrumentos de fiscalização de fronteiras, desktops e notebooks de alta performance.
O investimento também contemplará a aquisição de novas tecnologias de investigação forense. (Imagem: SeventyFour/Getty Images)

Do total previsto para investimento, R$ 1,06 bilhão estará disponível ainda este ano. Os demais R$ 10 bilhões serão oferecidos por meio de linha de crédito específica para a segurança pública, oferecida para estados, municípios e o Distrito Federal.

“O Brasil Contra o Crime Organizado enfrenta as quatro questões mais relevantes: asfixia financeira, investigação, sistema penitenciário de alta segurança e controle das armas. 73% das mortes violentas intencionais vêm de arma de fogo. Quanto mais a gente deixar a arma na mão da polícia, melhor será a segurança”, destacou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, na apresentação do programa.

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