Copa City decepciona ao exagerar na complexidade e deixar de lado a diversão

Copa City é um game que traz uma proposta inédita e ousada: colocar o jogador no controle da organização de partidas de futebol. Para isso, você será responsável por cuidar desde o fluxo das torcidas rumo aos estádios, até gerenciar toda a infraestrutura das arenas que receberão os jogos.

E para que tudo dê certo, será necessário cuidar dos mínimos detalhes, se preocupando com segurança, diversão e outros elementos, para que toda a experiência do evento seja um sucesso. Mas será que um game assim tão fora da curva agrada um público tão exigente como o dos fãs de futebol? Confira o review completo!

Uma mescla de prefeito com gestor de estádios

Antes de mais nada, como dito anteriormente, Copa City não é um gerenciador de futebol comum, onde é preciso cuidar de times, jogadores, e clubes, assim como acontece com títulos famosos, como Football Manager, e tantos outros. Desde o começo da sua gigantesca campanha de marketing, o game sempre fez questão de estabelecer essa diferença, e de se autoproclamar um game “diferentão”. 

E isso fica muito nítido logo nos primeiros minutos do game. Neles, você é apresentado a um tutorial que, mesmo sendo muito completo e didático, já mostra que há um mundo à parte dos títulos de futebol convencionais. Ou seja, logo nos primeiros passos você é apresentado a funcionários de sua equipe, que por sua vez precisam cuidar das torcidas que irão participar do game. Para isso, é preciso começar criando fanzones na cidade, que para quem não sabe são áreas de lazer temáticas para reunir torcedores de uma determinada competição.

Embora seja tudo muito simples no começo, basta algumas horas para que você seja apresentado a temas mais complexos, como criar estações de metrô, e até mesmo criar rotas dele para a arena. Se não bastasse, dentro dos estádios você ainda precisa organizar quais setores serão destinados para cada torcida, e o que vai ter dentro de cada um deles, como por exemplo agentes de segurança, quiosques de alimentação, etc.

Confesso que, em um primeiro momento, tantas opções acabaram passando uma sensação de imensidão ao jogo. Porém, poucas partidas realizadas depois, essa mesma sensação virou de mesmice, já que a repetição de ações quebra bastante a diversão. Por exemplo, a necessidade de repetir pequenos movimentos sempre, principalmente a organização das partidas dentro dos estádios, poderia ser evitada.

Vale destacar também que o game possui entre as regiões disponíveis, o estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Embora a área seja composta por uma região um tanto fictícia, eu como morador próximo ao estádio, e frequentador assíduo, me animei muito em brincar de organizar uma partida na icônica arena. Porém, mesmo nas Partidas Rápidas, incomoda o excesso de repetições de elementos burocráticos para organizar uma única partida.

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Jogabilidade traz o básico dos jogos de estratégia, mas ainda sim falha

Em relação à jogabilidade, Copa City bebe da mesma fonte de 90% dos jogos do gênero estratégia e administração. Ou seja, há uma série de menus e submenus para que você possa encontrar opções de gerenciamento, construção, evolução etc. Entretanto, é preciso lutar no começo para lembrar tudo, já que boa parte dessas mesmas opções ficam “escondidas” em pequenos menus nada acessíveis.

Dito isso, a mecânica de evolução é básica: você precisa usar a sua grana, para fazer mais grana. Para isso, é preciso criar uma estratégia jogo a jogo, seja investindo mais em partidas com um maior apelo, apostando em entreter e dar mais espaço para a torcida que mais gasta, ou até mesmo criando ações ousadas que podem render mais grana a curto prazo.

À medida com que você vai evoluindo sua gestão, mais itens aparecem para serem adquiridos, fazendo com que a todo momento você opte por inovações, tanto para que seus planos saiam dos roteiros de sempre, como também para dar novos ares à sua infraestrutura. Mas, como falei anteriormente, tudo isso atinge um ápice muito rápido, fazendo com que, após algumas partidas realizadas, o interesse pelo jogo já diminua rapidamente.

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Uma forma de contornar isso é apostar nas Partidas Únicas que, como o nome sugere, permitem que você organize um só evento, mas com mais recursos que os que aparecem no Modo Campanha na parte inicial. 

Curiosamente, a tela inicial de escolha de partida traz dois espaços vazios. Seria interessante que novos modos fossem aplicados, como um multiplayer, ou até algo mais relacionado aos jogos em si, o que poderia tornar o jogo mais divertido e com uma vida útil ampliada. Porém, até o momento, não há nada programado para ser lançado.

Visual datado que deixa a desejar

A versão utilizada para a produção deste review foi a de PC. O game rodou em uma máquina com a seguinte configuração:

  • Placa Mãe: Asus Rog Strix Z790-h Gaming
  • Placa de Vídeo: GeForce 4090 
  • Processador: Intel i7 14700k 
  • Memória RAM: 32GB Kingston Fury Renegade

Com isso, pude rodar o jogo com toda a configuração visual no máximo. Mas não é preciso ter um hardware poderoso, já que o título não exige muito do PC. E o motivo é um dos principais contras dele: o seu visual.

Isso porque Copa City traz gráficos que deixam muito a desejar. E isso já fica nítido logo no começo do jogo, onde no menu principal há letras embaçadas, dando a sensação de que a resolução do game não é compatível ou algo assim. E mesmo depois de algumas atualizações, ela continua da mesma forma.

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Com o jogo rolando, as animações mostram um nível bem baixo em relação a outros jogos modestos lançados recentemente. Já o visual do gameplay também decepciona. A sensação é de estar jogando um game de algumas gerações passadas, uma vez que o mesmo conta com um design ultrapassado e simples demais para a sua proposta.

No cenário do Rio de Janeiro, por exemplo, embora ele não traga uma localização realista de seus bairros e adjacências, o que eu não considero nem um problema diante da finalidade do game, o mesmo abusa da repetição de elementos para compor o cenário. Por exemplo, não é preciso se esforçar para perceber que quase todos os topos dos prédios possuem a mesma arquitetura, ou que os telhados das casas tenham um único padrão. Faltou capricho para esse detalhamento.

Por fim, os menus, que são os elementos principais do jogo, possuem as mesmas cores e design, o que confunde bastante ao longo da sua jornada. Ainda mais em partes avançadas, onde é preciso decorar a localização e os respectivos caminhos de cada uma das ações da sua gestão.

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Vale a pena?

Copa City é um game que trouxe uma proposta fora da caixinha, mas tropeçou nas próprias pernas ao ser mais complexo do que divertido. Criar um jogo com o objetivo de administrar torcidas poderia ser um título para agradar os fãs de futebol, e até mesmo e do gênero de estratégia. Mas a dificuldade em criar rotinas simples, que se tornam repetitivas rapidamente, faz dele um game que tem um pico de diversão que esgota muito rápido.

Se não bastasse, a presença de menus confusos e gráficos datados, além de modos de jogo limitados, dificilmente irão agradar e justificar a sua compra neste momento. Uma luz no fim do túnel seria a chegada de modos mais interessantes, ou até mesmo elementos onde você pudesse gerenciar também os times nas partidas. Fica a dica!

NOTA FINAL:  68

Pontos positivos (Prós):

  • Presença de times oficiais e o Rio de Janeiro
  • Sistema de evolução dos elementos de gestão empolga
  • Tutoriais simples e bem didáticos

Pontos negativos (Contras):

  • Complexidade em elementos que nem na vida real são assim
  • Modo Campanha poderia ser mais longo e divertido
  • Gráficos datados
  • Tela poluída e menus confusos

E você, o que espera de Copa City? Conte para a gente aqui nos comentários!

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