A indústria espacial após o IPO da SpaceX: os concorrentes estão em pânico?

Em , tem uma previsão pessimista que explica esse fenômeno. Segundo ele, o fato de a SpaceX operar de forma privada até agora fez com que muitos investidores interessados no setor colocassem dinheiro em outras companhias já listadas na Bolsa enquanto esperavam a IPO.

Para Ferguson, que lida com pesquisas no setor aeroespacial, uma espécie de migração ou fragmentação nos investimentos de empresas de capital de risco é possível, saindo dessas outras marcas para a SpaceX atraídas pelas propostas e metas mais concretas.

Quem são as rivais da SpaceX hoje

Possíveis prejudicadas pela consolidação da empresa de Musk incluem nomes também midiáticos, como a Blue Origin, fundada por Jeff Bezos. Entretanto, apesar de sucessos recentes, ela teve um grande revés: a explosão do foguete New Glenn em um teste e a destruição da plataforma de lançamentos adaptada. Embora ainda possa participar de contratos com a NASA, está claramente em desvantagem.

Para lançamentos de pequeno e médio porte, a Rocket Lab tem otimismo em contratos futuros governamentais e comerciais, com um foguete reutilizável chamado Neutron ainda em desenvolvimento. Embora promissora, ela está mais distante do potencial que a concorrente.

O foguete Neutron. (Imagem: Divulgação/Rocket Lab)

Outro nome forte seria a Boeing, mas a gigante da aviação atualmente passa por uma reavaliação de projetos sob aspectos financeiros e de desempenho, o que pode resultar em cortes de orçamento.

A recente falha na cápsula Starliner, que deixou dois astronautas presos no espaço por mais de nove meses, até a nave Dragon da própria SpaceX resgatá-los, foi prejudicial para a imagem da companhia. Ela até mantém contratos com a Nasa, sendo uma das responsáveis pelo projeto do foguete da missão Artemis 2, mas com uma relação agora balançada.

Nos contratos de lançamentos militares e governamentais, a também norte-americana Lockheed Martin segue sólida e, por independer só do segmento espacial, deve seguir firme na disputa por contratos.

Em relação a startups da economia espacial, incluindo nomes brasileiros, o cenário mistura indefinição com expectativas de uma oportunidade. Como a comparação em escala fica cada vez mais desigual, uma solução vista para essas companhias é a exploração de nichos tecnológicos e de atuação sem a presença das gigantes de transportes.

Neste caso, há exemplos como a Safe on Orbit, de monitoramento do tráfego espacial, ou companhias que criam satélites de foco específico para uma indústria, como no agronegócio.

Arthur Igreja também acredita no risco de uma concentração pesada nas atenções e investimentos, apesar do cenário de aceleração na indústria como um todo. “Essa indústria estava dormente há algum tempo por questões orçamentárias e prioridades políticas, mas agora está em uma outra fase”, conclui o especialista.

Você conhece a história e a importância da Estação Espacial Internacional? Saiba tudo sobre ela neste vídeo do TecMundo!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima