Quando consideramos a faixa dos
Um post compartilhado por Leonardo Barreiros Rocha (@leobrjor)

Quando consideramos a faixa dos
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Nos vídeos, a resolução máxima é Full HD, com limite de 30 quadros por segundo na câmera frontal e 60 fps na traseira – gravação em 4K é mais uma capacidade que aparece apenas do modelo 5G para cima na família Redmi Note 15. Além disso, a estabilização ótima faz falta no modelo 4G também.
O Redmi Note 15 vem rodando de fábrica o mesmo HyperOS 2.0 do Xiaomi 15T, que é a versão da marca para o Android 15. Só que diferente do primo mais caro, esse aqui ainda não recebeu update para o sistema mais atualizado. Aliás: a promessa é que ele ganhe 4 updates grandes do software e 6 anos de atualizações de segurança, o que é bom, mas ainda peca comparado com rivais como a Samsung, que promete 6 versões do Android mesmo nos celulares básicos.

A experiência do sistema da Xiaomi aqui é muito parecida com a do primo mais caro, para o bem e para o mau. O software continua familiar para que curte Android, só que mais customizável tanto para fãs do estilo MiUI antigo quanto quem quer mais liberdade. Além disso, o Redmi Note 15 também vem com Gemini, Circule para pesquisar e uma ou outra função de edição de imagens com IA no app de Galeria – mas o resultado aqui sinceramente não tende a ficar bom.
A usabilidade do software é familiar tanto para quem já está acostumado com versões recentes do Android em geral quanto com softwares da Xiaomi especificamente. Você pode organizar seus apps com ou sem gaveta de aplicativos e tudo funciona perfeitamente em português. Também é possível usar o emissor infravermelho embutido para controlar TVs, aparelhos de ar-condicionado e outros tipos de dispositivos não-smart usando o celular.
No entanto, também marcam presença o já tradicional conjunto de chateações típicas do sistema da Xiaomi: um monte de apps inúteis pré-instalados que não são tão fáceis de desinstalar quanto poderiam e propagandas para todo lado no sistema que você precisa fuçar para desativar. É triste para uma empresa que começou fazendo uma versão do Android para quem queria uma experiência melhor, mas é a realidade, infelizmente. Fica bom depois que você elimina os incômodos.

O Redmi Note 15 tem bom design, ótima experiência audiovisual e bateria, e o resto dos recursos e hardware do são pelo menos OK. Parece uma boa receita para um aparelho na faixa entre os R$ 1.000 aos R$ 1.200. E nos mercados onde ele lançou por algo próximo disso e pode competir com um Galaxy A17 4G da vida, aí o Redmi Note 15 4G realmente veio como uma boa pedida.
Só que o nosso país não é para amadores, nem é fácil para amantes da tecnologia. Por aqui, a Xiaomi do Brasil (que é controlada pela DL), lançou o Redmi Note 15 4G por R$ 2.799. Ou seja: o modelo mais barato dessa família de intermediários da submarca teoricamente acessível da gigante chinesa foi lançado custando mais do que muito smartphone considerado intermediário premium.
É difícil pensar em um aparelho da Motorola ou Samsung acima dos R$ 1.400 que não consiga superar esse aqui em praticamente tudo – e mesmo os que estão abaixo disso não ficam muito atrás. No review do Galaxy A17 5G eu falei que ele era uma cilada da Samsung porque era quase igual ao A16, mas custava mais caro. Só que se a estratégia de uma grande concorrente potencial como a Xiaomi está nesse caminho no Brasil, a Samsung tem algum motivo real para se esforçar muito mais? Não acho que tenha.
A situação me passa a mesma sensação de quando lançaram aparelhos fracos e caros com a marca Nokia por aqui só para tirar vantagem dos fãs da marca que compram por lealdade sem pesquisar. Saudades da época em era fácil importar celular bom e barato da Xiaomi.
O que você achou do Redmi Note 15 4G? Tem algum ponto importante que deixei de considerar? Você consegue pensar em alguma justificativa que faça esse aparelho fazer algum sentido por esse preço? Compartilhe suas ideias e perguntas nos comentários abaixo.