Durante muito tempo, o marketing foi movido pela narrativa: contar boas histórias, emocionar o consumidor e posicionar produtos de forma criativa. Hoje, vivemos uma virada de chave. As marcas mais relevantes entenderam que não basta contar uma boa história; é preciso fazer o cliente vivê-la. Entramos na era do Business Experience (BX), em que cada interação, decisão e processo dentro da empresa precisa refletir o propósito da marca e gerar valor real.
O conceito de BX vai além do já conhecido CX (Customer Experience). Se o CX foca na jornada do cliente e o UX na usabilidade de produtos, o BX amplia a lente. Ele representa a integração entre experiência, inovação e propósito em toda a estrutura do negócio. Não se trata apenas de encantar o cliente, mas de construir coerência entre o que se promete e o que se entrega, de dentro para fora.
Essa mudança exige um novo tipo de liderança. O CMO deixa de ser o contador de histórias e passa a atuar como um arquiteto de experiências, conectando dados, tecnologia, cultura e propósito. A experiência deixa de ser um departamento e passa a ser o próprio modelo de negócio. É o que fazem empresas como Nike, Nubank e Disney, que transformam cultura interna e inovação em diferenciais percebidos pelo cliente.
Os quatro mandamentos do BX
O BX se sustenta em quatro pilares fundamentais: um propósito vivo, uma cultura de experiência que começa dentro da organização, o uso inteligente de dados e inteligência artificial, e a capacidade de gerar valor tanto tangível quanto emocional. Esses elementos formam um ciclo contínuo que conecta colaboradores, clientes e parceiros em uma mesma visão de valor.
Mais do que métricas isoladas de satisfação, o sucesso passa a ser medido por indicadores que combinam NPS, ROI, retenção, engajamento e inovação percebida. Uma boa experiência só se consolida quando gera resultado para todos os lados: para o negócio, para o consumidor e para a sociedade.
O desafio é dar o primeiro passo. Diagnosticar a maturidade da experiência, redesenhar o propósito sob a ótica do BX e integrar times de marketing, tecnologia e cultura são movimentos essenciais. Cada avanço nessa direção gera aprendizado, valor e fortalece o elo mais importante de todos, que é a confiança.
O marketing que evolui para o BX é aquele que entende que vender não é apenas uma consequência. O verdadeiro diferencial está em criar experiências que ampliam o valor da marca e transformam o negócio. No fim das contas, é isso que faz uma marca deixar de ser apenas lembrada e passar a ser vivida.
