Vídeos gerados por inteligência artificial estão inundando as redes sociais, deixando as pessoas em dúvida sobre o que é verdade ou ficção, devido ao alto grau de realismo alcançado. Uma das ferramentas mais utilizadas para a criação desses conteúdos é a IA Sora.
Solução mais recente da OpenAI para a geração de conteúdos audiovisuais, ela foi anunciada em 2024 e se tornou uma das mais populares do segmento. No entanto, se envolveu em
A startup também lançou um controle mais detalhado para as pessoas que fornecem seus rostos pelo recurso “Cameo” do Sora 2, possibilitando definir como e onde essas imagens serão utilizadas. Além disso, tem trabalhado em uma marca d’água difícil de remover.
Outra medida foi o acordo de licenciamento com a Disney, permitindo o uso de personagens pertencentes à gigante do entretenimento nos vídeos feitos por IA. A parceria é um passo inicial para reduzir problemas de direitos autorais.
O debate ético sobre vídeos de IA
Junto às questões legais, o crescimento das plataformas e a proliferação de conteúdos manipulados vem gerando debates éticos a respeito da tecnologia. Especialistas como o professor da USC Marshall School of Business (EUA), Nathanael Fast, ressaltam que o uso desenfreado será problemático a longo prazo.
Em entrevista à CNET, ele comentou que os clipes feitos por IA generativa podem “corroer nosso senso de confiança e capacidade de entender o que é real”. Fast também alertou que muitas startups pensam só em ganhar dinheiro, em vez de resolver problemas ou ajudar as pessoas a se tornarem melhores.
Especialistas têm demonstrado preocupação quanto ao uso da Sora para gerar deepfakes. (Imagem: OpenAI/Divulgação)
Outros dilemas éticos relacionados à inteligência artificial para vídeos são o reforço de preconceitos nos conteúdos manipulados, a substituição de postos de trabalho, a privacidade e a governança dos dados. A falta de regulação é apontada como outro problema crítico.