Lugh World é aposta brasileira em MMORPG de captura de monstros

Jogos baseados em Pokémon se tornaram uma febre nos últimos anos. TemTem, Nexomon e Palworld são nomes que vem à mente quando pensamos nesse sub gênero de jogo denominado monster taming. Mas temos nossas versões brasileiras, com Bagdex e agora o novíssimo Lugh World.

Desenvolvido pela Lughsoft com distribuição pela GeeZ Studio, Lugh World recebeu uma versão prévia no último mês e nós pudemos experimentar um pouco do game e trazer para vocês as novidades sobre esse novo jogo de monstrinhos lutadores, que chega em acesso antecipado para PC via Steam e posteriormente desembarcar nos consoles e para smartphones.

Um mundo em construção

Lugh World é um MMORPG ambientado num mundo recheado de lughs, os monstros de batalha da vez. Nosso personagem foi trazido de outro mundo, escolhido para se tornar um dos treinadores que irá se aventurar, descobrir mais sobre os lughs e ajudar a solucionar os mistérios desse mundo.

No início do jogo estamos na cidade de Miranda, onde pesquisadores se estabeleceram para poderem estudar os lughs e os biomas próximos.

No teste Alpha nos deparamos com a primeira grande missão da campanha onde devemos localizar a causa de uma contaminação que polui o rio da região. O que nos leva a encarar o primeiro chefão do jogo, com o auxílio de mais três jogadores, para completar um puzzle que invoca o chefe.

Embora a história contada até esse ponto na versão Alpha dê algum contexto para que possamos continuar jogando, no jogo ainda não existe um grande aprofundamento na lore. Para os mais interessados, existe um livro chamado Lugh World – Origens, que dá início a uma trilogia e conta muito mais sobre esse universo. Acho um esforço válido para criação de um novo mundo MMORPG que necessita de muito lore para se sustentar.

Temos que pegar?

Lugh World faz uso de um conjunto de mecânicas que já vimos em diversos outros jogos. As dinâmicas presentes no jogo são trabalhadas de forma satisfatória, mas não existe nada realmente inovador ou de destaque.

Como um jogo de batalha de monstrinhos temos certas semelhanças entre todos eles, como a batalha e a captura:

  • Os jogadores têm até quatro espaços para lughs, que podem ser colocados em batalhas imediatamente;
  • As batalhas acontecem em tempo real, onde o jogador pode controlar a movimentação dos seus bichinhos ou deixá-los em modo automático. Os golpes, ou magias, como são chamados no jogo, podem ser ativadas apenas apertando o botão de comando, nada complexo;
  • Os itens aqui também seguem um padrão usual, como cura, alimentação, power-ups e restauração. Saem as pokébolas e entram os cristais para captura. Para exploração do cenário temos um parapente, facilitando o deslocamento, principalmente em ambientes altos;
  • Laughpad é a nossa Pokédex, registrando os monstrinhos que encontramos, nos contando sobre suas estatísticas, fraquezas e vantagens..

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Laugh World é claramente um jogo feito com sua versão mobile em mente, pois o HUD é repleto de botões. A tela inteira tem opções para acessar menus e executar ações apenas tocando a tela. Mas, na minha opinião, isso polui demais o visual. Sim, eu sei, diversos jogos exclusivamente para PC, como os CRPGs, também possuem muita informação na tela. Claro que tem, mas eles são pensados para o PC e o HUD é feito para encaixar nisso. Jogos com versões para mobile e PC poderiam ter adaptações na jogabilidade nesse sentido. Aliás, se isso já me incomoda numa tela grande no PC, imagina numa tela ainda menor num smartphone.

Voltando as batalhas, elas são simples, com animações condizentes para cada golpe e só. Não existe estratégia a não ser o bom e velho ‘elemento forte contra elemento fraco’ (água contra fogo, por exemplo) e causar mais dano que os outros monstrinhos, enquanto nos movimentamos tentando fugir dos golpes. Futuramente os combates em grupos serão importantes para desafios contra chefes poderosos, assim como qualquer outro MMORPG.

Essa versão Alpha não apresenta grandes missões, com a possibilidade de você “fechar” a campanha nas primeiras horas de jogatina, restando apenas explorar e capturar novos monstros. Além da ilha principal existem outras com biomas diferentes e novos monstros, mas nada que renda novas missões.

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Entretanto, já temos à disposição missões diárias e de temporada, que consistem em registrar novos lughs, evolui-los, derrotá-los ou capturá-los, em sua maioria.

Importante pontuar que já existe um Passe de Temporada e uma loja com cosméticos, todos pagos com moeda do jogo, que deve ser comprada com dinheiro real, é claro.

Lembrando, é uma versão Alpha do jogo, então está longe de estar completo, com campanha incompleta e com novas mecânicas a serem acrescentadas no futuro. E os jogadores poderão jogar isso em tempo real, afinal Laugh World está disponível em acesso antecipado.

Vale a pena explorar Lugh World?

Acho temerário apontar Lugh World como um jogo que vai agradar grande parte do público. Sem dúvida houve investimento e dedicação para dar vida a essa ideia, e o retorno depende de qual comunidade irá abraçar esse novo mundo de monstrinhos.

O seu apelo brasileiro só existe por conta do jogo ser produzido por desenvolvedores daqui. Não que exista alguma obrigação de tornar o jogo uma propaganda cultural do nosso país, mas por vezes sinto falta de alguma característica a qual eu possa me agarrar e dizer “isso é brasileiro!”

Com seu lançamento previsto para PC e mobile, existe aí um nicho muito específico que pode reverberar esse jogo pelas redes caso consiga conquistá-los. Pois vejo ele funcionando bem como um jogo móvel, para jogatinas curtas, como algo do catálogo da miHoYo.

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Sim, eu sei, estou falando mais sobre mercado do que o jogo em si. Mas confesso que não parava de pensar sobre isso enquanto jogava e percebia cada elemento completando uma amálgama propositalmente inserida no game para parecer receptiva e familiar, como se você já tivesse visto em outro jogo e por isso se sentia à vontade para experimentar Lugh World.

Em resumo, como disse no início do texto, eu não sou o público alvo deste jogo, e por isso a minha análise iria naturalmente tender para pontos negativos. Mas acredito que ele tenha algum potencial, comercialmente falando, caso consiga cativar o público que busca. Porque, para mim, esse jogo não teve grandes aspirações artísticas ou mesmo pretendia passar alguma mensagem e trazer algo de original para o gênero. Logo, não acredito que irá prender a atenção daqueles que buscam certa profundidade ou algo inovador.

Lugh World já está disponível para PC via Steam em Acesso Antecipado. Futuramente será lançado para smartphones em versão mobile e consoles.

Recebemos uma cópia de Lugh World para PC via Steam antecipadamente para criar o conteúdo deste texto.

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