O Google anunciou nesta segunda-feira, 9, uma nova fase para o Google Campus, iniciativa de apoio a startups, que será transferida para o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na zona oeste de São Paulo. O espaço vai passar a operar ao lado do futuro Centro de Engenharia da empresa e terá como foco o desenvolvimento de startups baseadas em inteligência artificial (IA), além do lançamento de três novos programas voltados a empreendedores brasileiros.
A mudança marca uma reorganização estratégica da iniciativa criada há nove anos para apoiar o ecossistema de inovação no País. Segundo o Google, a transferência para o IPT não representa apenas a troca de endereço do Campus, que funcionava no bairro do Paraíso, na zona sul de São Paulo, mas uma reformulação da forma como a empresa pretende atuar junto a fundadores e empresas de tecnologia.
O novo espaço ficará dentro do ecossistema IPT Open, próximo à Universidade de São Paulo (USP), e deverá funcionar como ponto de encontro entre startups, pesquisadores e engenheiros da companhia. A inauguração está prevista para os próximos meses, acompanhando a abertura do novo Centro de Engenharia do Google na capital paulista.
A nova estrutura terá estações de trabalho rotativas, salas de reunião, estúdio de podcast e áreas destinadas a eventos e encontros do ecossistema de inovação. A expectativa é que o espaço receba atividades abertas, como debates e programas voltados a empreendedores interessados em IA.
De acordo com Maurício Martiniano, head do Google Campus, a mudança acompanha transformações recentes no cenário tecnológico e no comportamento dos empreendedores. “Estamos em uma nova era da inovação impulsionada por IA. O Campus passa a funcionar como um ponto de conexão entre empreendedores, academia e a engenharia do Google”, afirmou.

Campus terá três programas voltados a startups de IA
Como parte da nova estratégia, o Google Campus anunciou três programas voltados a startups brasileiras, que deverão começar após a inauguração do espaço. A iniciativa será liderada por Thais Melendez, gerente de programas do Google Campus, responsável pelo relacionamento com empreendedores.
Os programas devem selecionar até 50 startups em suas primeiras etapas e foram desenhados para diferentes fases de maturidade das empresas. Segundo o Google, a prioridade será para startups chamadas de AI-first, ou seja, aquelas que têm a IA como elemento central de seus produtos ou serviços.

O primeiro deles é o AI Board Academy, com duração entre três e seis meses. A proposta é conectar fundadores de startups com executivos do Google e de grandes empresas para discutir temas ligados à aplicação de IA e à gestão de negócios.
Outro programa é o Matchmaking, um acelerador de até um mês que busca aproximar startups de grandes companhias. A ideia é promover projetos de prova de conceito e iniciativas de modernização tecnológica, a partir de demandas identificadas pelo Google junto a empresas parceiras.
O terceiro formato anunciado é o AI Speed Launch, um programa intensivo de um dia voltado a startups que precisam de apoio técnico imediato. Nesse modelo, os empreendedores terão contato direto com engenheiros do Google para atividades como prototipagem rápida e validação técnica de produtos.
Segundo a empresa, além dos programas estruturados, o Campus também deverá promover eventos e encontros abertos à comunidade. A programação será divulgada após a abertura oficial do espaço.

