Os exoesqueletos voltaram ao centro das atenções após uma onda de vídeos viralizar nas redes sociais nas últimas semanas. Influenciadores do mundo todo aparecem correndo com mais potência, subindo escadas quase sem esforço graças a estruturas robóticas presas ao quadril, joelhos ou tornozelos. O conteúdo ganhou força principalmente após demonstrações feitas durante a CES 2026, realizada em janeiro em Las Vegas, onde diversas empresas apresentaram versões voltadas ao público consumidor.
A proposta desses dispositivos é simples no conceito e complexa na execução. Sensores identificam o movimento do corpo e pequenos motores elétricos oferecem assistência na passada, funcionando como um “empurrão” extra sincronizado com a caminhada ou corrida. Diferente dos modelos médicos usados em clínicas de reabilitação, os exoesqueletos que viralizaram são classificados como equipamentos de uso recreativo ou esportivo.
Para quem os exoesqueletos são indicados?
Na prática, os modelos que estão fazendo sucesso nas redes são voltados principalmente a entusiastas de tecnologia, praticantes de trilhas, caminhadas longas e atividades ao ar livre. Também podem interessar bastante idosos e pessoas no geral que desejam reduzir fadiga ou dificuldade em deslocamentos prolongados, ou aliviar impacto nas articulações durante subidas e descidas. Em ambientes industriais, versões específicas ajudam trabalhadores a diminuir esforço repetitivo.
Por outro lado, eles ainda não substituem equipamentos médicos voltados a reabilitação. Pessoas com limitações severas de mobilidade precisam de dispositivos certificados e acompanhados por profissionais de saúde. Os modelos de consumo não têm aprovação clínica e não costumam ser cobertos por planos de saúde.
Valores e marcas no Brasil

No Brasil, já é possível encontrar opções importadas à venda. A marca Hypershell, conhecida por modelos voltados a trilhas e uso outdoor, aparece no varejo nacional com preços que podem variar entre aproximadamente R$ 10 mil e R$ 15 mil, dependendo da versão e do pacote de baterias. Outro exemplo é o ExOn, voltado para suporte de força e uso industrial, comercializado sob consulta.
Também existem exoesqueletos passivos, sem motor, usados para ergonomia no trabalho, que costumam ter valores mais baixos que os modelos motorizados. Ainda assim, os preços colocam a tecnologia na categoria de gadget premium. O interesse crescente nas redes mostra que a curiosidade do público está alta, mas a popularização dependerá de redução de custos e maior oferta local.
