Dados vazados resultam em falsa acusação de roubo e três vítimas

Uma ligação inesperada diz que você é responsável por roubar um celular. A um estado inteiro de distância, o contato afirma que seus dados estão em um comprovante de pagamento falso utilizado para comprar um iPhone 14 Pro Max. Presumindo que era um golpe, você encerra a ligação. Pouco tempo depois, você recebe inúmeras mensagens privadas o acusando de um crime que não cometeu.

Embora pareça absurdo, apesar da comum ocorrência de golpes similares, o caso em questão aconteceu com Lucas Veloso em março deste ano. Natural e residente de São Paulo, o jornalista foi surpreendido com múltiplas solicitações de contato de um desconhecido. As tentativas eram derivadas de uma série de publicações no Instagram que exibiam sua foto e seus dados pessoais sem censura.

Do outro lado da linha, em Duque de Caxias (Rio de Janeiro), estão Marcus Vinícius e Bruna Ribeiro, donos da loja MK Imports – que “vendeu o aparelho” e sofreu o prejuízo de R$ 8.172. Para eles, o caso começou após uma tentativa comum de contato no WhatsApp. Abordagem era simples: uma cliente tentando comprar um iPhone 14 Pro para sua filha “Adriana”. Para isso, bastava enviar o comprovante de pagamento Pix, assim, o atendente prepararia a retirada do celular para o motoboy enviado pela compradora.

Uma das tentativas de contato recebida por Lucas. (Fonte: Lucas Veloso, Adriano Camacho, TecMundo)

O comprovante foi enviado, mas nenhum dinheiro foi recebido. No documento, é possível ler o nome de Lucas, bem como seu documento de CPF. Contudo, no fluxo cotidiano, o celular já havia sido enviado. No WhatsApp, o golpista já havia bloqueado qualquer possibilidade de contato.

Além do incidente, tanto Lucas quanto Marcus e Bruna possuem algo em comum: são vítimas de fraude e de vazamento de dados. Para entender melhor o caso, o TecMundo conversou com os envolvidos.

Exposição indevida de dados no Instagram

A princípio, o caso em questão repercutiu após Lucas Veloso utilizar suas redes sociais para denunciar a exposição indevida de seus dados no Instagram. O compartilhamento impróprio se deu pela conta de Bruna Ribeiro, esposa de Marcus Vinícius, dono da loja MK Imports.

No formato de publicação temporária no Instagram, popularmente conhecidos como Stories, Bruna compartilhou o comprovante falso de Pix enviado pelo golpista. Sem censura, a imagem permitia ver o nome completo de Lucas e seu CPF.

Segundo Bruna e Marcus, a partir dessa imagem indevidamente exposta, seguidores utilizaram as informações de Lucas para criar uma espécie de dossiê pessoal sobre ele. Entre o material recebido pelo casal, estavam dados sensíveis do jornalista, como foto da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e até o nome de seus pais – além de, curiosamente, seu signo chinês.

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Painel com dados de Lucas, enviado por seguidores a Marcus e Bruna. (Fonte: Lucas Veloso, Adriano Camacho, TecMundo)

Com nome completo e foto de identificação, Bruna publicou um alerta contra Lucas Veloso, o acusando de aplicar golpes em Duque de Caxias. Em paralelo, Marcus contatava o jornalista na tentativa de reaver o dinheiro.

Na conversa, ele afirma que Lucas confirmou ser o dono dos dados, embora morasse em São Paulo. Adiante, o jornalista teria prometido pagar o Pix, sugerindo que poderia ser responsável pela situação. Esse detalhe teria feito Marcus persistir nas tentativas de reaver o dinheiro, inclusive envolvendo mensagens de Bruna e um terceiro, amigo do casal, Gabriel Vasconcelos.

Por sua vez, Lucas afirma que prometeu o pagamento para tentar descobrir como Marcus obteve tantos dados sensíveis sobre ele. Segundo o jornalista, ele somente procedeu dessa maneira por suspeitar de que toda a situação poderia ser um golpe.

De onde vieram os dados expostos de Lucas Veloso?

O conjunto de informações exibido nas redes sociais foi obtido em um site chamado “FaceBusca”, como é possível ver nas imagens. Trata-se de um serviço criminoso, alimentado por bancos de dados vazados e, em alguns casos, sistemas públicos indevidamente protegidos ou operados por cúmplices.

Para entender melhor o problema, o TecMundo entrevistou o pesquisador de segurança Reinaldo Bispo (@pqcorvo). Segundo ele, serviços como esse não podem ser contratados por meios comuns, como um cadastro realizado direto no site. Para acessar as ferramentas ilegais, os usuários devem acessar grupos especializados, geralmente no Telegram, e pagar uma taxa para os administradores. Muitas vezes, a natureza criminosa desses painéis não é esclarecida para os ‘clientes’.

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Publicação com exposição indevida de Lucas, com foto obtida em painel criminoso. (Fonte: Lucas Veloso, Adriano Camacho, TecMundo)

Em resposta ao TecMundo, tanto Bruna quanto Marcus afirmaram desconhecer a plataforma criminosa. Segundo eles, os prints com os dados de Lucas Veloso foram enviados por seguidores e, no desespero para reaver o dinheiro, republicados nas redes sociais.

Falando sobre o compartilhamento indevido, Bruna comentou ao TecMundo: “Eu sinceramente estava em desespero, pois vi meu esposo quase tendo um infarto com um prejuízo imenso”, afirma. “Me deixei levar pela indignação, pois não aconteceu somente conosco”.  Segundo ela, outros amigos e conhecidos sofreram golpes e até assaltos envolvendo iPhones na cidade de Duque de Caixas.

Três vítimas, mesmo crime

O crime em questão, que afetou Bruna, Marcus e Lucas de diferentes maneiras, tem raiz no mesmo problema: o vazamento de dados. Apesar da infelicidade do caso, trata-se de um exemplo com ciclo completo dos danos que a exposição indevida de informações pode causar.

Nessa situação, Lucas teve sua identidade usada como disfarce para um crime cometido a centenas de quilômetros de distância. Pelo comprovante falso enviado pelo mesmo criminoso, Bruna e Marcus sofreram um sério prejuízo financeiro. Tudo isso apenas a partir de um nome completo, CPF e conhecimento de qual banco a vítima possuía conta.

Nas mãos de criminosos mais sofisticados, documentos pessoais e fotos de perfil podem ser usadas em golpes complexos – como deepfakes, contratação de empréstimos, abertura de contas bancárias e muito mais. Como o próprio painel enviado a Bruna e Marcus por seguidores comprova, não é difícil obter um “dossiê” completo de uma potencial vítima. Seja para tomar sua identidade ou estudá-la como alvo.

As consequências reais de um vazamento de dados

Após a divulgação do caso, Lucas Veloso ficou preocupado com sua segurança: “sou uma pessoa preta. Não sabemos a dimensão de onde isso chegou”. No mesmo dia do ocorrido, dia 19 de março, ele chegou a fazer um boletim de ocorrência citando fraude e estelionato.

Para Lucas, o caso em questão também é uma situação de racismo. Segundo o jornalista, a divulgação indevida de seus dados, incluindo imagem, somente se deu pelo fato de ser negro. Nesse tópico, ele ainda cita a Meta, responsável pelo Instagram, que teria falhado em apagar as publicações e agir mais rapidamente para conter os danos à sua imagem. “O Brasil é um país racista. As plataformas devem considerar isso em suas políticas”, denuncia. Contatada pelo TecMundo, a empresa dona do Instagram recusou comentar sobre o caso.

Falando sobre a repercussão por parte de seguidores e usuários do Instagram, Lucas afirma que recebeu mensagens de terceiros, mas nenhuma envolvendo ódio. O jornalista alega que as únicas ameaças que recebeu foram as enviadas pelos envolvidos no caso de exposição.

Lucas afirma: “Em uma das mensagens, eles disseram que já estavam ‘no meu rastro’. Afirmaram que minha foto iria parar em programas de mídia policial e perguntaram se eu queria expor minha família nisso – também citaram nominalmente minha mãe e outros familiares”.

Em resposta ao TecMundo, Marcus afirma que as mensagens enviadas a Lucas foram mal interpretadas. “Ele ‘bota’ na mensagem como se a gente tivesse ameaçando a família dele, mas em nenhum momento [a mensagem] está ameaçando a família dele”, afirma. “Estava falando que ia contar para a família dele, explanar o que ele faz.”

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Diálogo entre Marcus e Lucas, no momento inicial e no dia seguinte, após a exposição indevida. (Fonte: Lucas Veloso, Adriano Camacho, TecMundo)

Como citamos, Marcus afirma que as mensagens foram enviadas após Lucas se desculpar e prometer o Pix. A falta de negativa ou esclarecimento de engano teria induzido o dono da loja a enviar os textos. Na sua perspectiva, o uso de seu celular e perfil pessoal do Instagram seriam as provas de que seu contato não era fraudulento.

No mesmo dia do ocorrido, o funcionário de Marcus responsável por atender o falso cliente abriu um boletim de ocorrência, relatando “Estelionato” e “Golpe do Produto”. Segundo o dono da loja, ele assumiu o prejuízo financeiro de R$ 8.172 por ter falhado em identificar a fraude.

Família de Marcus e Bruna sofreram ameaças de morte

Além do prejuízo financeiro provocado pelo caso, Marcus e Bruna também afirmaram receber múltiplas mensagens de ódio e até ameaças. Na imagem compartilhada ao TecMundo, anexada abaixo, é possível ler um texto privado recebido por Bruna: “Espero que morra e que seus filhos sejam esquartejados”. Há ainda conteúdo oculto automaticamente pelo Instagram — presumidamente tão grave quanto.

Sobre as mensagens recebidas, Bruna fala ao TecMundo: “Ele postou um vídeo e as pessoas entenderam que nós estávamos dando um golpe nele. E ainda nos colocou como racistas, sendo que em nenhum momento houve ofensa ou palavra nessa esfera – eu jamais faria isso!”.

Segundo Bruna, a repercussão exigiu que ela reduzisse sua presença online. “Eu precisei me ausentar das redes por proteção a minha família, principalmente porque começaram a atacar meus filhos e a ameaçarem também”.

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Ameaça anônima enviada a Bruna no Instagram. (Fonte: Bruna Ribeiro, Adriano Camacho, TecMundo)

Refletindo sobre as ameaças contra a esposa, Marcus afirma que a esposa ficou depressiva e sofrendo com ansiedade. “Vindo para casa, ela me disse: só não morro por conta dos meus filhos, pois a minha vontade era de me matar”. Em seu entendimento, ele reconhece que a exposição dos dados de Lucas foi errada, ainda que feita em desespero. Contudo, o vídeo publicado pelo jornalista teria agravado a situação.

De acordo com Marcus, Lucas utilizou as redes sociais e o caso para “ganhar mídia” e lucrar com o ocorrido. “Em nenhum momento ele foi ameaçado, em lugar nenhum. Ameaçado de morte, de esquartejamento, não falaram que ele iria falir, quebrar”.

No momento desta publicação, o perfil da loja de Marcus, MK Imports, está desativado no Instagram. Similarmente, seu perfil pessoal e de Bruna também estão inacessíveis. As contas teriam sido punidas pela plataforma após ataques de usuários.

Bruna afirma que depois do ocorrido, o golpista – de nome “Adriana” – não voltou a entrar em contato com a loja: “Nossa maior tristeza é que, além de termos tomado esse golpe, esse grande prejuízo, estamos todos com o emocional abalado”.

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Tentativa de contato do golpista e comprovantes falsos enviados a MK Imports. (Fonte: Bruna Ribeiro, Adriano Camacho, TecMundo)

“Somos trabalhadores, começamos do zero, estamos no mercado há sete anos, não trabalhamos com nada de errado. Estamos extremamente abalados com tudo isso, não somente por nós, mas também pela situação em que falhamos com o Lucas, pois ele também foi vítima desses golpistas”, finaliza.

Na ocasião do ocorrido, no dia 19 de março, Bruna e Marcus realizaram uma série de publicações reconhecendo que Lucas também teria sido vítima do golpe. Posteriormente, o casal tentou entrar em contato com o jornalista, com o objetivo de se retratar. Ao TecMundo, ele confirmou não ter respondido tais tentativas, ou as realizadas por amigos próximos aos envolvidos.

O que as leis dizem sobre o caso?

Para comentar o caso, o TecMundo convidou o advogado João de Senzi, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados. Segundo ele, o caso é complexo e possui particularidades.

Senzi contextualiza sobre quais crimes ou delitos teriam sido cometidos no caso, começando pelo falso cliente da MK Imports: “eu entendo que há um crime de estelionato,” explica, “está no artigo 171 do Código Penal, define como crime você obter uma vantagem ilícita, em prejuízo alheio, quando você induz alguém a erro”. Segundo ele, o comprovante fraudulento seria a evidência de indução a erro.

No entanto, o advogado também explica que há um agravante a se considerar, popularmente conhecido como estelionato qualificado. “É chamado de Fraude Eletrônica no Código Penal, quando comete essa fraude com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiros, induzida a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos, o envio de correio eletrônico fraudulento ou por qualquer outro meio fraudulento análogo,” explica Senzi.

Em sua análise, não houve informações especificamente fornecidas pela vítima ou por um terceiro induzido a erro por meio das redes sociais. Em outras palavras, por ter sido vítima de um vazamento de dados anterior, a situação ocorrida contra Bruna e Marcus não se encaixaria exatamente em um caso de fraude eletrônica.

Por outro lado, falando sobre situações similares, Senzi comenta que alguns tribunais já trataram casos de Pix Falso como fraude eletrônica. Ele afirma: “pelo texto da lei como está, existe essa possibilidade de um juiz não aplicar a fraude eletrônica,” explica. “Mas o que é fato é que nós estamos diante de um estelionato, seja ele por fraude eletrônica ou estelionato simples”.

Exposição indevida de Lucas Veloso pode resultar em pena tripla

Falando sobre o caso da exposição indevida dos dados de Lucas nas redes sociais, Senzi explica que há duas situações possíveis: “há um ilícito civil e eu entendo que há um ilícito penal”. Conforme explica o advogado, Bruna e Lucas podem ser tanto acusados de difamação ou calúnia.

“Calúnia é imputar falsamente um crime para outra pessoa,” ele explica citando o Artigo 138 do Código Penal. Contudo, Senzi acrescenta que esse tipo de delito exige que o acusado tenha intenção de ofender a honra alheia, o que Bruna e Marcus negam ter feito.

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Tentativa de contato de Bruna a Lucas. (Fonte: Lucas Veloso, Adriano Camacho, TecMundo)

“Eu entendo que o casal [Bruna e Marcus], nessa situação, realmente acreditou que se tratava do Lucas,” explica o advogado, “quando eles expuseram os dados, eles não achavam que era mentira”. Segundo Senzi, mesmo que legitimamente equivocados, os donos da loja ainda cometeram difamação contra Lucas.

“A difamação não se importa se [a acusação] é verdadeira ou não – a calúnia se importa,” explica Senzi “Independentemente de ele ser culpado ou inocente, eles difamaram, atribuíram uma situação desabonadora à conduta”. Ele ainda acrescenta: “quando a calúnia, injúria ou difamação ocorre por rede social, que foi o caso, a pena pode ser aplicada em triplo.”

Falando sobre a parte do ilícito cível, o advogado comenta que por danos à imagem, ao direito de personalidade e a própria exposição, Bruna e Marcus também podem ser responsabilizados a pagar uma indenização por danos morais.

“É bem grave um crime contra a honra via rede social,” afirma Senzi, “mas entendo que o desespero [do casal] pode mitigar um pouco a questão criminal – agora, na questão cível, não”.

Marcus e Bruna podem ser acusados de racismo?

Analisando as alegações de racismo contra Lucas, Senzi afirma “ acho muito difícil ficar comprovado um caso de racismo”. Segundo o advogado, tanto o delito de racismo quanto o de injúria racial exige o atentado contra o “bem jurídico tutelado”.

“Na injúria racial, precisa ter ofendido a pessoa em razão de raça ou cor,” afirma Senzi. “No racismo, você precisa ter atentado contra uma coletividade em razão de cor ou raça”. Para ambos os cenários, o advogado conclui: “nesse caso jurídico, não há nada relacionado à essa questão”.

Ao TecMundo, Marcus e Bruna negaram terem sido racistas e não identificaram falas que poderiam ter sugerido ou indicado o contrário durante suas interações com Lucas.

Lucas Veloso pode ser penalizado por ter exposto as mensagens de Marcus e Bruna?

Senzi ainda esclarece a possibilidade de Lucas ser responsabilizado pela exposição dos diálogos com Bruna, Marcus e terceiros envolvidos no caso.  “Embora ele também pudesse ter que pagar alguma coisa, algum juiz poderia entender também que houve um delito, mas foi um pouco mitigado no sentido de que ele precisou se defender,” afirma o especialista.

O advogado explica que o Supremo Tribunal de Justiça proíbe a exposição de conversas privadas, sob pena de indenização. No entanto, ele afirma que há jurisprudência para casos em que a exposição se dá para defender a própria honra – precisamente a situação de Lucas.

A Meta pode ser responsabilizada por não remover as publicações contra Lucas?

Falando sobre a responsabilidade da Meta, dona do Instagram, Senzi primeiro contextualiza o Artigo 19 do Marco Civil da Internet. Ele explica que, originalmente, o texto afirmava que as plataformas não poderiam responder por conteúdos publicados por terceiros em suas plataformas.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal julgou o artigo inconstitucional, o mantendo apenas para a exceção de casos que envolvem honra. Nestas situações, as redes sociais seguem sem a responsabilidade de responder legalmente por danos causados aos usuários.

“Se for um caso de perfil fake, aí sim, você notifica. Se a plataforma não resolve, você pode processá-la, e ela responderá”, explica.

Como se proteger do Golpe do Pix Falso e de Exposição Indevida?

Abaixo, o TecMundo compartilha algumas dicas de segurança para se proteger do Golpe do Pix Falso, e orientações do que fazer em casos de exposição indevida.

Proteja-se contra o Golpe do Pix Falso

  • Sempre confirme o destinatário: antes de enviar qualquer Pix, verifique nome, CPF/CNPJ e instituição — golpistas alteram dados na última etapa;
  • Desconfie de urgência e pressão: pedidos “precisa pagar agora” são típicos de golpe; pause e valide por outro canal oficial;
  • Evite links e comprovantes falsos: não confie em prints ou PDFs; cheque a transação direto no app do banco;
    Proteja seus dados pessoais: não exponha chave Pix, telefone ou documentos em redes sociais ou conversas públicas;
  • Ative camadas de segurança: use autenticação em duas etapas, limites de transferência e notificações em tempo real no app bancário.

Proteja-se contra exposição indevida

  • Registre e preserve provas: faça capturas de tela completas (com data, URL e perfil) e, se possível, use ferramentas com validade jurídica para garantir integridade dos metadados;
  • Denuncie imediatamente na plataforma: utilize os canais oficiais para reportar conteúdo falso ou difamatório e solicitar remoção rápida;
  • Comunique o ocorrido aos contatos: avise sua rede (amigos, clientes, colegas) de forma objetiva para evitar que a desinformação se espalhe;
  • Reforce a segurança das contas: altere senhas, ative 2FA e revise sessões ativas para impedir novas invasões ou publicações indevidas;
  • Busque suporte legal se necessário: em casos mais graves, registre boletim de ocorrência e consulte um advogado para medidas como notificação extrajudicial ou ação judicial.

E você, o que acha sobre o caso? Deixe seu comentário abaixo ou nas redes sociais do TecMundo!

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