A exploração espacial tem sido aprimorada com diversas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, com a combinação NASA e IA acelerando pesquisas e descobertas que podem mudar os rumos da humanidade. As ferramentas inteligentes são grandes aliadas da agência há décadas.
Com planos de iniciar a volta das missões tripuladas à Lua em 2026 e
Entre os trabalhos em andamento, vale destacar as IAs para emergências médicas dos astronautas. Os bots vão agir em situações de urgência nos apagões de comunicação, diagnosticando doenças e sugerindo tratamentos enquanto os tripulantes estiverem sem contato com a Terra.
A IA também aprimora sistemas autônomos para assumir o controle de espaçonaves nas missões longas, em situações específicas. Além disso, a agência quer utilizá-la em melhorias nos trajes espaciais, mecanismos avançados de detecção de lixo espacial e na resposta a perigos inesperados no espaço.
Simultaneamente, a NASA lida com desafios para implantar recursos avançados nas futuras missões ao espaço profundo. Eles incluem a exposição a ambientes extremos e radiação, que podem afetar eletrônicos, e a indisponibilidade da computação em nuvem para processar grandes quantidades de dados.
David Salvagnini, ao centro, é o chefe de IA da agência espacial americana. (Imagem: Bill Ingalls/NASA/Divulgação)
Uso responsável da tecnologia
A iniciativa “NASA 2040 AI Track”, com os planos de integração da IA na exploração espacial, também foca no uso responsável da tecnologia. Segundo Salvagnini, a implementação da tecnologia gera medo e, por isso, a agência estabeleceu regras para aproveitar esses recursos sem abusos.
“A IA pode tornar o nosso trabalho mais eficiente. Mas isso só acontece se abordarmos essas novas ferramentas da maneira certa, com os mesmos pilares que nos definem desde o início: segurança, transparência e confiabilidade”, afirmou o então administrador da NASA, Bill Nelson, no lançamento do projeto.
Para aumentar a segurança, a agência afirmou que as decisões tomadas serão sempre de humanos, por mais que a tecnologia tenha participado do trabalho. “A IA não é responsável pelo resultado. A pessoa é, o humano é”, ressaltou Salvagnini.
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