- Quem é dono da CazéTV? Saiba tudo sobre o canal que revolucionou a mídia esportiva no Brasil

Quem liga o YouTube para assistir a um jogo da Copa do Mundo 2026 e se depara com o rosto descontraído de Casimiro Miguel talvez não imagine o tamanho da engrenagem que gira por trás daquela transmissão.
O que parece espontâneo e quase artesanal é, na verdade, um negócio bilionário que sacudiu décadas de hegemonia televisiva no Brasil. Não à toa, a CazéTV quebrou recordes históricos do YouTube durante a Copa do Mundo 2026, consolidando o streaming como protagonista do esporte nacional.
Mas afinal: quem está realmente por trás do canal? A resposta passa por uma agência pouco conhecida do grande público, por fundos de investimento internacionais e por uma história que começou bem antes de Casimiro virar febre na internet.
A CazéTV é o único meio de comunicação a transmitir todos os jogos da Copa 2026 (Imagem: CazéTV). LiveMode: a empresa que controla a CazéTV
A CazéTV pertence integralmente à LiveMode, empresa fundada pelos sócios Edgar Diniz e Sergio Lopes, dois veteranos do mercado de transmissão esportiva. A holding do grupo está sediada nas Ilhas Cayman, e entre seus acionistas estão, além dos fundadores, executivos sócios, o próprio Casimiro e atletas como Cristiano Ronaldo.
Diniz e Lopes não são novatos nesse mercado. Em 2007, eles já criavam o Esporte Interativo, canal que cresceu apostando no digital quando Globo e Band ainda continuava apostando no modelo de trasmissão tradional. Em 2015, venderam o negócio para a Turner, parte do grupo WarnerBros, e fundaram a LiveMode em 2017, com foco em negociação de direitos esportivos e monetização digital para clubes e federações.
Casimiro, por sua vez, trabalhou no Esporte Interativo desde 2014 e manteve contato com Diniz e Lopes ao longo dos anos. Após virar celebridade na Twitch durante a pandemia, ele foi convidado para integrar o projeto que se tornaria a CazéTV. Hoje, ele é sócio da holding global do grupo e continua sendo o rosto das transmissões.
CazéTV: de acaso a negócio de R$ 2 bilhões
A CazéTV nasceu de uma oportunidade que surgiu às vésperas da Copa do Mundo de 2022. A LiveMode atuava como agência da Fifa no Brasil para vender patrocínios regionais.
Quando a Globo abriu mão dos direitos digitais do torneio em meio a uma renegociação de contratos, a LiveMode enxergou uma brecha e adquiriu o pacote por cerca de US$ 3 milhões, uma pechincha comparada aos US$ 90 milhões anuais que a emissora carioca pagava à Fifa.
O canal foi criado às pressas, estreou no dia do primeiro jogo do Brasil e explodiu: chegou a 6,9 milhões de visualizações simultâneas nas quartas de final.
Para a Copa de 2026, a CazéTV deu um salto ainda maior: é a única emissora brasileira a transmitir todos os 104 jogos do torneio, em parceria com o YouTube.
Globo, SBT e N Sports vão exibir apenas uma parte das partidas. As 11 cotas de patrocínio da Copa foram negociadas em apenas 20 dias, com receita estimada em R$ 2 bilhões.
Para quem quiser participar do clima da Copa, a CazéTV e o iFood lançaram um bolão com R$ 35 milhões em prêmios, mostrando como o canal vai muito além das transmissões.
Quem mais investiu na CazéTV
Em 2024, a LiveMode recebeu aportes minoritários de dois gigantes financeiros: a gestora americana General Atlantic e o fundo de private equity da XP. O mercado estima que os dois investiram juntos cerca de R$ 450 milhões na empresa.
Para a General Atlantic, a LiveMode se encaixa na mesma lógica de outros investimentos em negócios disruptivos no Brasil, como o QuintoAndar e o Wellhub.
A empresa também passou a atuar no coração do futebol brasileiro ao ajudar a estruturar a Futebol Forte União (FFU), bloco de clubes que se opôs à Libra, grupo rival que fechou contrato com a Globo.
A negociação resultou em contratos que somam mais de R$ 8,5 bilhões ao longo de cinco anos, com aumento anual de receitas de aproximadamente 110% para os clubes, segundo a própria LiveMode.

Sergio Lopes, Casimiro Miguel e Edgard Diniz (Imagem: CazéTV). O modelo verticalizado e o debate sobre conflito de interesses
O que torna a LiveMode diferente de qualquer outro player do mercado é sua atuação nas duas pontas da cadeia: a empresa negocia direitos esportivos como representante de entidades como a Fifa e, ao mesmo tempo, é dona do canal que compra e transmite esses mesmos direitos.
Esse modelo verticalizado levantou questões no mercado sobre potencial conflito de interesses, especialmente entre alguns clubes da FFU. A LiveMode, por sua vez, afirma que todas as estruturas foram apresentadas de forma transparente e aprovadas por unanimidade pelas agremiações.
Independentemente do debate, o impacto na experiência do torcedor é real. O formato irreverente das transmissões, com narradores que mostram suas emoções em janelas ao vivo, comentaristas de fora do universo esportivo e uma interação próxima com atletas, criou uma comunidade fiel, com 80% do público com menos de 44 anos.
Se você ainda está em dúvida sobre qual transmissão tem o menor delay para ver o jogo da Seleção, vale conferir as opções disponíveis.
CazéTV: um fenômeno que veio para ficar
Com 300 funcionários, contratos para transmitir a Copa do Mundo Feminina de 2027 e as Olimpíadas de 2028, a CazéTV deixou de ser uma novidade para se tornar parte do cotidiano esportivo brasileiro.
Para quem quer mergulhar ainda mais no clima do Mundial, até a coleção de itens colecionáveis da Copa do Mundo e até o ChatGPT ganhou uma página especial com conteúdos da Copa 2026, mostrando como o torneio tomou conta de todas as telas.
Casimiro começou no quarto de casa, reagindo a vídeos aleatórios na internet. Hoje, seu rosto é o de um negócio que desafiou décadas de hegemonia televisiva. E, como ele mesmo diz, sempre pode surgir alguém numa garagem pronto para desafiar tudo de novo.
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- Suposto hacker reivindica ataque em alerta extremo ‘Misantropia’; X remove posts

Um perfil identificado por @mizantropiaz na rede social X reivindicou o ataque à Defesa Civil que disparou “alerta extremo” para brasileiros na madrugada deste sábado (20). Imagens divulgadas pelo suposto autor mostram como ele teria invadido o sistema e emitido o alerta via sistema Cell Broadcast com a palavra “mistrantropi4” (misantropia).
As imagens divulgadas pelo suposto autor mostram o que seria o sistema de disparo de alertas. Em um vídeo publicado na rede social X e já removido, o usuário mostra como teria feito o disparo.
- As imagens mostram um sistema acessível por uma página da internet;
- Nela, é possível ver que o usuário seleciona regiões que receberão o alerta, como cidades e municípios;
Perfil em rede social, que reivindica ataque aos sistemas da Defesa Civil, exibe suposta ferramenta de disparo de alertas em massa. (Imagem: mizantropiaz/Reprodução) - Também é possível notar que ele pode determinar os detalhes do alerta, como descrição e recomendações à população;
- Em uma das imagens, o sistema exibe caixas de seleção para enviar alertas via SMS, TV por assinatura e pela ferramenta Cell Broadcast;
- Outros detalhes como data do disparo do alerta, nível de urgência, severidade e outros também são exibidos.
Postagens são removidas
As postagens do suposto perfil que reivindicou o ataque são tratadas como especulação, porém. De acordo com Wolnei Wolff, secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, o disparo pode se tratar, de fato, de um “ataque hacker”. Segundo ele, dez alertas falsos foram disparados.
Wolff não estimou, porém, quantos celulares receberam o “alerta extremo”. Segundo ele, 9 alertas teriam sido disparados pelo sistema Cell Broadcast e 1 pelo sistema SMS de mensagens.
De acordo com o secretário, ainda não está confirmado se uma pessoa ou mais foi responsável pelos disparos. Ele aponta que o sistema tem uma regra local: o primeiro alerta foi disparado do Paraná, mas “quem está cadastrado no Paraná só consegue dar alerta no Paraná, jamais outros estados. É difícil responder se uma ou mais pessoas participaram desse ato criminoso”.
O secretário também não confirmou quantos estados receberam o alerta, embora aponte que “milhões de pessoas foram alertadas”, porque esses alertas, via Cell Broadcast, têm capacidade de atingir milhares de pessoas. Como foi em muitos estados, milhões receberam com certeza”.
O TecMundo entrou em contato com a Defesa Civil Nacional se o autor que vem divulgando as imagens é, de fato, o suspeito de ter feito o disparo em massa da notificação. Também questionamos se as postagens estariam sendo excluídas da rede social X por solicitação do Ministério da Integração. Até o momento de publicação desta matéria, porém, o órgão não se manifestou.
O X, por sua vez, não possui mais representação oficial no Brasil e não pôde ser contatado pelos canais de imprensa sobre a remoção imediata de publicações na rede social relacionadas ao assunto.
- Operadora de celular do Nubank chega a 1 milhão de clientes
A operadora de telefonia móvel NuCel, que pertence à fintech brasileira Nubank, ultrapassou a marca de 1 milhão de clientes. A informação foi confirmada pela própria companhia em uma publicação para a imprensa e clientes.
Ao todo, foram necessários 17 meses desde o começo da operação até que o marco fosse atingido: apesar de ter sido anunciado ainda em 2024, o serviço só começou a funcionar de fato e ser disponibilizado para clientes em janeiro do ano seguinte. A rede e a prestação de serviços da operadora são de responsabilidade da Claro.
De acordo com Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, a conquista “confirma que os brasileiros valorizam uma proposta simples e transparente, que devolve autonomia às pessoas”, além de ser uma evidência da presença do Nubank entre os brasileiros.
O NuCel tem planos sem fidelidade em três modalidades com pagamentos mensais a partir de R$ 45. A contratação é facilitada e só por meios digitais, com o cliente ganhando ainda acesso ilimitado ao WhatsApp e ao app da instituição e uma Caixinha Turbo exclusiva com rendimento de 120% do CDI (limitada a R$ 10 mil) para investir.
A operadora nos últimos meses lançou um serviço de reserva de dados com GBs extras para uso de internet, além de um chip físico para celulares sem suporte para eSIM e um plano para menores de idade a partir de 16 anos.
Qual a explicação do Nubank para a mensagem de liquidação extrajudicial enviada por acidente recentemente? Saiba a história em detalhes aqui.
- Jogos como Ring Fit Adventure da Nintendo podem reduzir sintomas de depressão, segundo estudo

Um estudo financiado pela Associação de Ensino Superior de Jilin, na China, concluiu que jogos de exercício físico, como o Ring Fit Adventure, da Nintendo, podem reduzir consideravelmente os sintomas iniciais de depressão. A pesquisa investigou se a depressão subclínica poderia ser tratada por meio de videogames que incentivam a prática de atividades físicas.
A depressão subclínica (DSC) é definida como um estado em que o indivíduo apresenta sintomas depressivos, mas ainda não preenche os critérios para o diagnóstico de transtorno depressivo maior. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que exercícios físicos podem reduzir esses sintomas, mas manter uma rotina regular costuma ser um desafio para pessoas nessa condição.
O estudo partiu da hipótese de que “jogos de exercício em plataformas como o Nintendo Switch podem melhorar a motivação e a participação em atividades físicas” — área em que as evidências científicas ainda eram limitadas até então.
Jogos baseados em exercício físico podem ajudar na depressão? Entenda o estudo chinês
Para conduzir a pesquisa, 84 adultos com depressão subclínica foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo, com 42 participantes, seguiu um programa de oito semanas com Ring Fit Adventure, realizando de duas a três sessões semanais de 50 a 60 minutos cada. O segundo grupo, também com 42 pessoas, manteve suas atividades habituais sem qualquer intervenção.
Os resultados apontaram diferenças expressivas entre os dois grupos ao longo do período. O grupo que jogou Ring Fit Adventure relatou “reduções significativamente maiores nos sintomas depressivos em todos os momentos da pesquisa”, além de “melhoras significativas” na qualidade do sono e nos níveis de ansiedade.

O estudo observa que manter uma rotina de exercícios pode ser difícil para pessoas com sintomas depressivos — e que o formato de videogame pode funcionar como um facilitador para esse engajamento. A gamificação da atividade física parece reduzir a resistência inicial que muitos pacientes enfrentam ao tentar incorporar exercícios ao cotidiano.
Os pesquisadores destacaram que o programa utilizado no estudo é acessível ao público em geral, sem a necessidade de equipamentos especializados ou acompanhamento presencial. Isso amplia o potencial de aplicação dos resultados em contextos clínicos e domésticos.
O período de oito semanas foi suficiente para produzir resultados mensuráveis, o que reforça a viabilidade do modelo como intervenção de baixo custo para casos de depressão subclínica — especialmente em estágios iniciais, antes que os sintomas se intensifiquem.
Pacientes relataram melhoras no bem-estar
Em entrevistas realizadas após o programa, os participantes do grupo que jogou Ring Fit Adventure relataram ter se sentido engajados com o conteúdo do jogo.

Eles também afirmaram acreditar que a atividade contribuiu para seu bem-estar tanto mental quanto físico, e disseram ter achado mais fácil manter uma rotina regular durante o período.
O aspecto lúdico do jogo parece ter sido um fator determinante para a adesão ao programa. A percepção de que a atividade era prazerosa, e não apenas terapêutica, pode ter contribuído para que os participantes se mantivessem engajados ao longo das oito semanas.
“Esses resultados sugerem que as plataformas de exergaming disponíveis comercialmente podem servir como ferramentas acessíveis e envolventes para o apoio precoce à saúde mental em contextos da vida real”, conclui o estudo.
Entenda como o Ring Fit Adventure funciona
Lançado em outubro de 2019, Ring Fit Adventure é um RPG por turnos em que os movimentos do jogador no mundo real se traduzem em ações dentro do jogo. O título utiliza dois acessórios físicos: o Ring-Con, um anel de Pilates com sensor de tensão que mede o quanto está sendo esticado, e uma tira para a perna — ambos equipados com um Joy-Con cada.

Por meio dessa combinação, o jogo rastreia movimentos como corrida, saltos e exercícios de força, integrados às mecânicas de batalha e exploração do RPG. Quanto mais preciso e intenso o movimento do jogador, maior o impacto das ações dentro do game.
Ring Fit Adventure é o 13º jogo mais vendido para Nintendo Switch, com mais de 15 milhões de cópias comercializadas desde o lançamento. O título dá continuidade a uma tradição da Nintendo em games de fitness, iniciada com o Wii Fit, que vendeu mais de 22 milhões de cópias, e continuada com Wii Fit Plus e Wii Fit U.
E você, o que achou da pesquisa que aponta um videogame como aliado no tratamento de sintomas depressivos? Conta pra gente nas redes sociais do Voxel!
- Galaxy Z Fold 8 Ultra é liberado para venda no Brasil

A Samsung deve renovar, em breve, a sua linha de smartphones dobráveis e se prepara para o lançamento global. Registros da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vistos pelo TecMundo reforçam que o suposto Galaxy Z Fold 8 Ultra foi homologado e já pode ser comercializado no Brasil.
Registrado sob o número de modelo “SM-F976B”, o Galaxy Z Fold 8 Ultra seria um sucessor direto do atual Galaxy Z Fold 7. A mudança de nomenclatura, segundo rumores, indica que a Samsung deve lançar um dispositivo com formato diferente e mais largo neste ano.
Certificação inicial da Anatel não revela muitos detalhes sobre o próximo smartphone da Samsung. (Captura de tela: Wellington Arruda/TecMundo) Se as informações estiverem corretas, esse possível dispositivo será chamado apenas de “Galaxy Z Fold 8”. Também chamado de “Z Fold Wide” pelos rumores, o aparelho ainda não foi homologado pela Anatel.
Novos Galaxy Z em breve?
O certificado divulgado pela Anatel teria sido emitido pelo CPQD (Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) na sexta-feira (19). O certificado observa que o “telefone deve ser fornecido com bateria e carregador compatíveis e devidamente homologados pela Anatel”.
Há poucos detalhes divulgados sobre a próxima geração de dobráveis da Samsung até então. No caso do suposto Z Fold 8 Ultra, a Samsung pode trazer carregamento mais rápido de 45 watts, além de bateria maior com 5.000 mAh. O aparelho também pode contar com uma nova câmera ultra-angular de 50 MP.

Próximos smartphones dobráveis da Samsung devem ser revelados ainda no início do segundo semestre. (Imagem: Wellington Arruda/TecMundo) Entre as expectativas estão recursos como a volta do suporte à caneta S Pen e, também, uma nova câmera de zoom óptico, mas rumores divergem sobre tais novidades. Diferente do Galaxy S26 Ultra, a “Tela de Privacidade” também não está confirmada para o Fold 8 Ultra.
Também segundo rumores, a Samsung deve realizar o anúncio dos seus próximos smartphones de ponta em 22 de julho. A data oficial, porém, ainda não foi revelada pela companhia. Recentemente, o Galaxy Z Flip 8 também foi homologado pela Anatel e já está liberado para venda no Brasil.