Existem algumas tecnologias na indústria de eletrônicos que já usamos há tanto tempo que, em alguns momentos, parece que elas sempre estiveram disponíveis nesses produtos. É o caso do
A história do USB: do cabo que só encaixa de um lado ao uso pelo iPhone

Em constante evolução, o USB 3.2 de 2017 manteve quase todas as características do padrão anterior, mas adicionou dois novos picos de velocidade já no novo formato.
Já o USB 4, de 2019, subiu de novo a taxa de transferências para 40 Gb/s, com recursos baseados no padrão Thunderbolt 3. Para você ter uma ideia da capacidade, esse padrão suporta até duas telas 4K e carregamento de até 100W. O padrão mais recente dessa tecnologia é o USB4 Versão 2.0, com taxas de transferência chegando a 80 Gb/s.
A lei que muda tudo
Outra mudança importante nessa tecnologia foi política. Em 2022, a União Europeia aprovou uma regra comercial exigindo que grandes empresas padronizassem os conectores em seus aparelhos e adotassem o protocolo mais utilizado em formato, que pra maioria dos casos seria uma entrada USB-C.
A ideia era reduzir a incompatibilidade de cabos, promover uma conscientização sobre a quantidade de lixo eletrônico gerada pelas trocas de dispositivos e facilitar a vida do consumidor.

A Apple foi contra a ideia, mas promover uma mudança radical de design só em uma região seria inviável. Obrigada a trocar o padrão Lightning, usado no iPhone desde 2012, ela passa a adotar o USB-C como entrada principal do celular a partir do iPhone 15, de 2023.
Apesar de discreto, o engenheiro por trás disso tudo também teve o trabalho reconhecido. O Escritório Europeu de Patentes homenageou Bhatt, o idealizador do padrão, com o Prêmio Europeu de Inventores, com o USB sendo considerado um dos avanços computacionais mais significativos desde os microchips.
Que fim levou o iPod, o MP3 player da Apple que revolucionou a música? Descubra nesta matéria!