Dá dinheiro mesmo? Como CFOs buscam medir retorno financeiro da IA

Os diretores financeiros (CFOs) têm ampliado os investimentos em inteligência artificial (IA), mas ainda enfrentam dificuldades para comprovar se a tecnologia gera retorno financeiro. Para a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, a melhor forma de medir esse impacto é acompanhar a quantidade de “inteligência útil por dólar” obtida em cada implementação, em vez de priorizar métricas como especificações de modelos ou custo por token.

Em artigo publicado na Fortune nesta segunda-feira, 20, Friar afirma que a principal dúvida apresentada por executivos financeiros é como transformar investimentos em IA em valor concreto para os negócios. “A pergunta que ouço de diretores financeiros em todos os lugares é simples: como podemos obter mais valor de nossos investimentos em IA?”, escreveu a executiva.

Segundo ela, a resposta passa por quatro perguntas que ajudam empresas a identificar quais tarefas realmente importam, calcular o custo total para executá-las com IA e verificar se os resultados produzidos pela tecnologia podem ser utilizados pelos funcionários sem necessidade de retrabalho.

Investimentos seguem em alta

A proposta surge em um momento de aceleração dos investimentos em IA. Segundo levantamento da Bain & Company, 56% dos executivos financeiros seniores pretendem elevar em mais de 15% os investimentos em IA neste ano. Para os próximos dois anos, 83% dos CFOs planejam ampliar os orçamentos destinados à tecnologia acima desse percentual, enquanto 42% projetam aumentos superiores a 30%.

Apesar do avanço dos aportes, os resultados ainda são considerados limitados por parte das empresas. De acordo com a pesquisa, apenas 31% dos CFOs classificaram como muito positivos os impactos da IA nas áreas financeiras. Ainda assim, a Bain avalia que os executivos continuam ampliando os investimentos porque a diferença entre organizações que conseguiram escalar o uso da tecnologia e aquelas que permanecem em fases iniciais está se tornando cada vez maior.

Para Friar, acompanhar se o valor produzido pelo trabalho realizado por sistemas de IA cresce mais rapidamente do que o custo para gerar esse resultado é um indicador mais eficiente para orientar decisões de investimento. Caso isso não aconteça, afirma a executiva, a recomendação é redirecionar recursos antes que o entusiasmo com a tecnologia se transforme em prejuízo.

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