Testei a nova Siri AI e posso dizer: ela realmente funciona

É um tanto intrigante, em 2026, esperar que uma tecnologia

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  • Ou, se estiver vendo alguma imagem, é só acionar a Siri e perguntar “onde é aquele lugar”. Indo além, ela até faz edições rápidas em fotos, como ajustar as cores.

Algumas outras coisas me fazem crer que a Siri AI quer apagar o histórico ruim que marcou o anúncio de 2024 da “nova Siri”. Uma delas é a capacidade de pedir múltiplas coisas em um único comando: fazer uma busca na internet, depois pedir para salvar algo no calendário e enviar essas informações para alguém por mensagem simplesmente funciona como deveria.

E isso de “fazer uma busca” é determinante. Muitas vezes a gente só quer saber quando serão os primeiros jogos do Brasil na Copa do Mundo e quais os horários, e em seguida adicionar tudo isso na agenda ou criar lembretes rápidos. Claro, você pode buscar por qualquer outra coisa — seja algo mais simples ou complexo — e continuar fazendo perguntas sobre o mesmo assunto. E isso também funciona.

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Nova Siri AI não tem problemas ao realizar buscas na internet e criar eventos no calendário, por exemplo. (Capturas de tela: Wellington Arruda/TecMundo)

Uma capacidade interessante é a de “enxergar” a tela do usuário. Esse recurso funciona praticamente toda vez que você aciona a Siri AI e em qualquer aplicativo. Assim você pode iniciar uma série de comandos, tirar dúvidas, pedir para adicionar itens ao seu calendário e muito mais. Eu até vi uma postagem com a música Toxicity, do System of a Down e pedi à Siri para “tocar essa música no Apple Music” que também deu tudo certo.

Mas há ressalvas, é claro. Ela ainda não tem integração com todos os aplicativos de terceiros e, ao menos agora, funciona muito bem apenas com os apps e serviços da própria Apple. E também cheguei a questionar se o iPhone 11 é compatível com o iOS 27 e a Siri AI não quis cravar uma resposta, citando que os relatos da internet são divergentes — mas ele é, sim.

Nem sempre a nova assistente vai conseguir encontrar todas as informações nos documentos. Foi o caso quando perguntei qual era o meu número de passaporte. Na primeira vez que fiz isso, na segunda-feira, ela não pôde citar as informações, mas encontrou uma foto que eu havia deixado salva justamente para facilitar. Hoje, poucos dias depois, fiz a mesma pergunta e ela encontrou uma nota (do app Notas) que eu sequer lembrava ter criado.

O jogo está virando

Não ironicamente, as coisas estão melhorando para o lado da Siri AI. Ainda hoje, percebi que ela começou a aceitar comandos escritos em português, mesmo que às vezes responda em inglês (também em texto). E ela também já foi capaz de enviar mensagens no WhatsApp, algo que também não estava funcionando no início da semana.

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A Siri AI também pede permissão para acessar os dados do WhatsApp antes de enviar uma mensagem. (Capturas de tela: Wellington Arruda/TecMundo)

Perguntei se teria algum show do “Pericão” (o Péricles, no caso) na cidade que eu moro e ela disse que sim. Depois, pedi por mais detalhes e ela me trouxe. Em seguida, pedi para ela marcar o evento no meu calendário, enviar tudo para um contato no WhatsApp e, por fim, tocar alguma música dele no Apple Music. Só a última ação não funcionou dessa vez.

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A Siri AI também não tem problemas em encontrar shows do Pericão. (Capturas de tela: Wellington Arruda/TecMundo)

Tudo isso são coisas que eu normalmente já faço no Google Gemini e a Apple parece que finalmente encontrou o caminho certo. Claro, só depois de ter prometido um monte de coisas em 2024, inclusive um iPhone 16 “feito para o Apple Intelligence” e não ter conseguido entregar. Mas depois desses primeiros dias usando a Siri AI eu diria que eles estão mais próximos daquela realidade que vinha sendo desenhada.

Mas vamos com calma: essa é apenas a primeira versão beta para desenvolvedores. Muita coisa pode seguir bem e muita coisa também pode dar ruim. Vou seguir testando por aqui.

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