A fabricante sul-coreana Samsung anunciou a saída de alguns mercados de eletrônicos na China. Segundo o comunicado oficial, a companhia deixará de vender televisores e alguns eletrodomésticos no país asiático.
Para além de Smart TVs, os demais produtos afetados são máquinas de lavar roupa e geladeiras. De acordo com a própria marca, o motivo é a competição cada vez mais intensa com concorrentes regionais e mudanças rápidas no ambiente de negócios.
- A fábrica da Samsung em Suzhou que produz eletrodomésticos não deve ser afetada, já que os produtos podem ser distribuídos para outros mercados;
- O pós-venda e suporte para quem já adquiriu os modelos agora descontinuados seguirá normalmente, de acordo com os prazos estabelecidos pelas leis do país;
- De acordo com o jornal China Daily, marcas chinesas são responsáveis por 90% das vendas de televisores no país, enquanto em eletrodomésticos esse domínio é de 60%;
- A Samsung era a quinta marca que mais vende TVs no país, porém bastante abaixo em volume das demais rivais — enquanto em geladeiras e lava-roupas ela é só a décima quarta e décima quinta;
Além disso, a marca confirmou que smartphones e computadores não foram afetados pela decisão e seguem à venda.
A atual fase da Samsung
A decisão da Samsung de deixar o mercado chinês pode ser explicada também pela atual situação da companhia. Ela deve registrar prejuízo na divisão de celulares em 2026, algo que seria inédito para a empresa, além de não apresentar números positivos também nos segmentos de TV e eletrodomésticos.
A escassez de memórias, os preços elevados e outros desafios encarados pela fabricante são tidos como os principais fatores para esse momento. Ainda assim, financeiramente a marca segue em alta: a Samsung ultrapassou nesta semana o valor de mercado de US$ 1 trilhão pela primeira vez.
O sucesso é explicado por outra divisão da sul-coreana: o mercado de chips de inteligência artificial (IA), que está em alta e registrou um lucro recorde no último trimestre. Fora o alto volume de vendas, ela também aumentou consideravelmente o preço de memórias vendidas para outros clientes.
Por que a crise que começou com GPUs e memórias podem afetar até mesmo processadores comuns de data centers? Entenda a situação nesta matéria!
