A Alphabet, dona do Google e dos serviços paralelos da companhia, está prestes a se tornar a companhia mais valiosa do mundo. As movimentações das ações da companhia, atualmente em alta, indicam que isso pode acontecer dentro dos próximos dias.
De acordo com a Reuters, a ultrapassagem fará com a que o Google se torne a empresa número um do mundo em valor de mercado pela primeira vez em uma década. A atual líder é a Nvidia, que ocupa a posição desde 2024.
- No fechamento do mercado nesta terça-feira (5), a Alphabet totalizou uma capitalização de US$ 4,69 trilhões — pouco mais de R$ 23,11 trilhões;
- Já a Nvidia está no mesmo período com US$ 4,77 trilhões de valor de mercado, ou cerca de R$ 23,51 trilhões, após uma queda de 1,85%;
Mercado de IA movimenta Big Techs
A possível mudança de posição é resultado da diferença de desempenho na Bolsa de Valores de ambas as companhias. Em outras palavras, essa pode ser uma ultrapassagem momentânea ou até mesmo nem acontecer, dependendo de acontecimentos do mercado.
- Por um lado, a Nvidia está em uma fase de redução de capitalização após se tornar a primeira empresa do mundo com valor de mercado de US$ 5 trilhões.
- As ações dela estão em baixa após resultados abaixo do esperado de empresas que ela mesma investe, como é o caso da OpenAI — que não atingiu o número de usuários esperado e ainda não dá lucro.
- A Nvidia em si segue como uma das empresas mais relevantes do segmento de inteligência artificial (IA), sendo a responsável por alguns dos chips mais procurados para data centers especializados nessas aplicações.
- O Google é um caso curioso no setor. Após lançar o próprio chatbot com atraso e ser alvo de críticas pelo baixo desempenho dele durante meses, a companhia conseguiu virar o jogo e hoje é uma das referências em criação de imagens a partir do motor Nano Banana Pro.
- O setor de computação em nuvem também apresenta resultados positivos, muito pela alta procura de hospedagem de serviços de IA. No último trimestre, ela teve receita de US$ 109,9 bilhões e celebrou uma alta quantidade de assinantes em serviços como Google One e YouTube Premium.

