O CEO da OpenAI, Sam Altman, virou alvo de críticas após anunciar a venda de ingressos para uma turnê de Bruno Mars sem que o artista soubesse de qualquer parceria. A ação, divulgada em 17 de abril por uma de suas startups, acabou desmentida publicamente e reforçou questionamentos sobre a credibilidade do executivo no mercado de tecnologia.
O episódio envolve a Tools for Humanity, empresa também fundada por Altman e ligada ao projeto World, uma iniciativa baseada em um sistema de armazenamento de dados que promete “verificar a humanidade” por meio da leitura de íris com um dispositivo chamado Orb. No anúncio, a empresa apresentou um produto chamado Concert Kit, que permitiria comprar ingressos para a suposta turnê de Bruno Mars usando essa tecnologia.
O problema veio à tona quando a equipe do cantor e a produtora Live Nation negaram qualquer envolvimento. Em declaração à revista Wired, na última quarta-feira, 22, afirmaram que a parceria “não existe” e que a Tools for Humanity nunca entrou em contato. A repercussão levou a empresa a atualizar seu site dias depois.
Após a correção, um porta-voz confirmou que a startup “não possui nenhum acordo com Bruno Mars para testar ou apresentar o Concert Kit”. A empresa passou então a mencionar uma possível parceria com a banda Thirty Seconds to Mars, liderada pelo ator Jared Leto, embora não esteja claro quando esse acordo teria sido firmado.
A situação chamou atenção pela ironia: uma empresa que diz trabalhar com verificação de identidade anunciou uma parceria inexistente com um dos maiores nomes da música pop.
Não é a primeira vez que o executivo enfrenta acusações desse tipo. Ex-funcionários da OpenAI já relataram episódios em que Altman teria distorcido informações, incluindo questões sobre acordos de confidencialidade e promessas ligadas ao desenvolvimento da inteligência artificial geral. Além disso, uma investigação recente publicada pela revista The New Yorker apontou que o empresário teria um histórico de “distorcer a verdade”.

