A inteligência artificial (IA) já deixou de ser novidade e passou a fazer parte da rotina de consumo no Brasil, principalmente entre os usuários da geração Z (euzinha!), segundo uma pesquisa inédita do Google em parceria com a Ipsos apresentada nesta terça-feira, 24, durante o evento Re-Think with Google.
O levantamento mostra que 82% dos brasileiros já utilizam algum recurso de IA no dia a dia, e esse número sobe para 90% entre a gen Z, o grupo mais jovem de consumidores que não só usa mais a tecnologia como também puxa essa mudança e ajuda a explicar por que a IA deixou de ser curiosidade e virou ferramenta de verdade.
A pesquisa foi realizada em janeiro deste ano e analisou cerca de 17 mil jornadas de compra, tentando entender como a IA entra nas decisões do consumidor, desde aquela primeira busca boba até o momento de comparar opções e bater o martelo.
Os dados indicam que o uso da tecnologia evoluiu rápido nos últimos anos, saindo da fase de teste e entretenimento para algo mais prático, que resolve problema mesmo, seja para entender um assunto complicado ou simplesmente achar o melhor preço sem precisar abrir dez abas no navegador.
Entre os jovens da geração Z, 79% já utilizam IA em tarefas pessoais, enquanto nas demais gerações esse número é de 71%, o que reforça a ideia de que os mais novos estão mais de boa em integrar essas ferramentas à rotina, inclusive em decisões de consumo.
No ambiente de trabalho, o uso também cresce, embora em ritmo menor, com 48% dos jovens e 41% dos demais consumidores dizendo que já utilizam IA no dia a dia profissional, principalmente para cortar tarefas repetitivas e ganhar produtividade.
Essa adoção tem impacto direto na rotina, já que 83% dos entrevistados afirmam economizar tempo com o uso da tecnologia, e uma parcela relata ganhar, em média, até cinco horas por semana ao deixar o trabalho mais chatinho com essas ferramentas.
IA está deixando o pessoal mais exigente

A pesquisa também mostra que a forma de consumir está mudando, porque a IA torna a jornada mais rápida e mais completa ao mesmo tempo, com 80% dos usuários dizendo que o processo fica mais ágil e 71% afirmando que tomar decisões se torna mais fácil com o apoio dessas ferramentas.
Na prática, isso cria um consumidor mais informado e mais exigente, que chega na decisão com mais contexto, mais comparação e menos paciência para erro, embora a escolha final ainda continue sendo humana. Ou seja, a IA ajuda muito, mas quem decide continua sendo a pessoa.
Esse movimento aponta para uma mudança maior no mercado, com a transição do modelo tradicional de relação entre empresas e consumidores para um formato em que a IA passa a ser tipo uma amiga participando da jornada, filtrando informações, organizando opções e ajudando o usuário a resolver tarefas do dia a dia com mais eficiência.

