Mensagens, imagens e outros tipos de arquivos armazenados em celulares apreendidos durante operações policiais podem ser acessados por peritos da Polícia Federal (PF) mesmo que esses aparelhos estejam desligados ou protegidos por senhas. Foi o que aconteceu com o telefone do banqueiro Daniel Vorcaro.
Preso novamente na semana passada, o dono do Banco Master teve
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Mesmo que esses arquivos fossem apagados, a rastreabilidade das conversas era garantida por meio dos logs de cada arquivo, ou seja, os registros de atividades do sistema. Em alguns casos, o conteúdo da imagem não está acessível, mas o programa consegue identificar o caminho da mensagem.
Com as informações extraídas dos logs, as ferramentas da PF possibilitaram identificar quem recebeu a mensagem, quando a conversa aconteceu e até o tipo de documento transferido. Isso se dá ao reverter a lógica de exclusão do arquivo.
Acesso rápido ao celular facilitou a recuperação das mensagens
De acordo com os peritos ouvidos pelo jornal, o acesso rápido dos investigadores ao smartphone de Vorcaro foi primordial para recuperar as mensagens apagadas. As mensagens enviadas por ele haviam sido escritas no mesmo dia da sua prisão.
Realizando o espelhamento dos arquivos do dispositivo, os especialistas descobriram que as capturas de tela do bloco de notas ainda estavam armazenadas no celular. Dessa forma, eles conseguiram ter acesso ao conteúdo das mensagens e também aos números para os quais elas foram enviadas.
É válido destacar que Moraes negou ser o destinatário das mensagens enviadas pelo banqueiro. O ministro alegou que os prints das conversas extraídas do telefone estavam em uma mesma pasta na qual ficavam os arquivos referentes a outros contatos salvos no aparelho apreendido.
Quanto a isso, a publicação ressalta que os arquivos gerados pelo IPED são agrupados automaticamente em pastas a partir de códigos associados a cada conjunto de informações. Assim, os prints e os contatos colocados pelo programa em uma mesma pasta não são necessariamente relacionados.
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