Enquanto muitos jogadores estão ansiosos para conferir
Geralt está de volta em novo jogo de The Witcher focado em escolhas

Durante a jornada, Geralt encontra camponeses desesperados, magos cheios de segundas intenções e, claro, monstros que parecem ter saído direto dos jogos da CD Projekt Red, mas em um estilo cartunesco. Cada encontro surge em forma de carta, exigindo decisões rápidas, mas nem sempre óbvias.
Se um dos marcadores estoura, não tem jeito: Geralt acaba morto. E, como manda a tradição da série Reigns, o jogo recomeça, trazendo novas possibilidades, personagens e eventos para tentar manter o equilíbrio por mais tempo.
Humor ácido e referências que agradam fãs da franquia
Um dos grandes acertos do jogo está no tom bem-humorado, que combina perfeitamente com o universo de The Witcher. As situações absurdas não quebram a imersão — pelo contrário, reforçam o sarcasmo e a ironia que sempre fizeram parte da personalidade de Geralt.
Ao irritar os feiticeiros, por exemplo, Geralt pode acabar sendo convidado para uma festa organizada por Triss Merigold. O problema é que a noite termina de forma trágica, com o bruxo sendo assassinado durante momentos de pura libertinagem — algo totalmente coerente com o caçador de monstros que mais ama feiticeiras.

Há também objetivos desbloqueados por cartas especiais ao longo do gameplay, como “Geralt, O Cheiroso”, uma referência direta à icônica cena da banheira. Esses pequenos detalhes ajudam a manter o ritmo variado e recompensam quem já conhece bem a franquia.
Combate existe, mas em uma versão bem diferente
Apesar do foco narrativo, Reigns: The Witcher não abandona completamente o combate contra monstros. No entanto, ele aparece de forma bem mais simples e abstrata do que em The Witcher 3.

As batalhas acontecem em um pequeno tabuleiro, no qual o jogador precisa acertar o tempo certo para desviar de ataques inimigos e contra-atacar. Não é algo especialmente empolgante, mas cumpre bem o papel de variar o gameplay e quebrar a sequência de escolhas narrativas.
Dentro da proposta minimalista de Reigns, o sistema funciona de forma honesta, ainda que fique claro que o destaque do jogo está nas decisões e nas histórias que surgem a partir delas.
Vale a pena ficar de olho em Reigns: The Witcher?
Para quem já é fã da franquia Reigns, o novo jogo é uma recomendação quase automática. A fórmula segue intacta, mas ganha uma camada extra de personalidade ao ser combinada com o universo de The Witcher.

Já para quem está sedento por novos conteúdos de Geralt de Rivia, o game também surge como uma boa pedida. Reigns: The Witcher conta com legendas em português e entrega várias histórias divertidas, cheias de escolhas moralmente duvidosas e consequências inesperadas — exatamente como manda o manual da CD Projekt Red.
Não substitui um RPG tradicional, mas cumpre bem o papel de expandir o universo da franquia de forma criativa. E, considerando a espera pelo próximo grande capítulo da saga, pode ser uma companhia interessante até lá. Resta agora aguardar até o lançamento, que acontece em 25 de fevereiro no PC e celulares com Android e iOS.
E aí, o que achou da proposta do game? Vai dar uma chance ou não é para você? Comente nas redes sociais do Voxel e TecMundo!