Testei o Claude Cowork: de faxineiro de arquivos a Product Manager em minutos

O ano mal começou e já fomos atropelados por mais uma novidade que muda as regras do jogo. Na última semana, fui pego de surpresa com o lançamento do Claude Cowork.

Minhas fontes aqui no Vale do Silício confirmam um rumor impressionante: essa solução foi construída em apenas uma semana e meia, usando a base do Claude Code — que já virou meu “melhor amigo” desde que assinei a versão Max no final do ano passado.

Como o Cowork, por enquanto, é uma exclusividade para usuários Mac no plano Max, trago aqui em primeira mão minhas impressões. E já adianto: estou boquiaberto. A capacidade dessa ferramenta de entender e atuar dentro do seu ambiente operacional é, sem exagero, inacreditável.

O que é o Cowork (e por que ele não é só mais um chat)

Para quem não é dev, explico: ferramentas como o Claude Code acessam a pasta do seu projeto para ajudar a escrever código. É técnico.

O Cowork pega essa mesma premissa — ler arquivos locais — mas com um objetivo diferente: ser seu colega de trabalho geral. Ele não quer apenas compilar um script; ele quer organizar suas pastas, montar apresentações, ler transcrições de reuniões e estruturar sua vida digital.

É a IA saindo do ambiente de desenvolvimento (IDE) e entrando no sistema operacional.

Sinais de campo: o teste dos 4 GB

Para testar a ferramenta, joguei ela direto no caos.

Como muita gente, meu desktop era um cemitério de prints. Tinha mais de mil arquivos com nomes inúteis como “Captura de Tela 2025-11…”. Eram mais de 4 GB de imagens soltas.

Pedi ao Cowork para assumir a bronca. A missão: analisar o conteúdo visual de cada print, renomear o arquivo de forma descritiva e mover para pastas temáticas lógicas.

O resultado? Ele fez com louvor. Ele “viu” cada imagem, entendeu que uma era um gráfico financeiro e outra um slide de pitch, e organizou tudo sozinho. Só essa faxina digital, que me economizou horas de trabalho manual, já pagou a mensalidade do Claude Max.

De faxineiro a Product Manager

Mas a limpeza foi só o aquecimento. O verdadeiro gamechanger está no fluxo de trabalho que estou testando agora.

Estou usando o Cowork como meu Project e Product Manager.

  1. Ele acessa a pasta onde estão as transcrições das minhas reuniões com clientes e stakeholders.
  2. Ele lê tudo, entende as dores e define a estratégia do produto.
  3. Ele gera os tickets e a documentação técnica.

A partir daí, o Claude Code (a parte focada em programação) assume para executar o código baseado na estratégia que o Cowork desenhou.

Eu, Harold, atuo como o orquestrador entre essas duas instâncias da IA. É um nível de integração e velocidade que eu jamais vi.

Conclusão

O Claude Cowork prova que a barreira entre “arquivo no computador” e “contexto para a IA” acabou de cair.

Estamos caminhando para um cenário onde a IA não é apenas uma ferramenta que você abre no navegador, mas um sistema operacional vivo que conhece seus arquivos melhor do que você. 

A pergunta que deixo para fechar a coluna de hoje é:

Se a sua IA já consegue gerenciar seu projeto, organizar seus arquivos e codar a solução, qual é a única coisa que sobra para você fazer — e você é realmente bom nisso?

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