Moradores do Irã estão com acesso limitado à internet e ligações telefônicas desde quinta-feira (08), de acordo com dados da organização Netblocks e da Cloudflare, em meio a uma nova onda de protestos no país. Os cortes nas conexões teriam sido feitos pelas autoridades locais para conter a expansão das manifestações.
Com os bloqueios, sites de notícias iranianos tiveram dificuldade para se manter no ar e os manifestantes ficaram impedidos de compartilhar vídeos das ações nas redes sociais, embora muitas postagens tenham sido feitas antes dos cortes. Também há relatos de voos cancelados.
Dificultando a disseminação de informações
Príncipe herdeiro do Irã e exilado no exterior, Reza Pahlavi é uma das principais figuras de oposição ao atual regime. Ele tem convocado protestos diariamente e, esta semana, alertou que o governo cortaria as conexões para impedir a disseminação de informações sobre as manifestações.
- Dados em tempo real monitorados pela Netblocks apontaram que o território iraniano enfrentou um grande apagão de internet ao longo da quinta-feira;
- Já a Cloudflare informou que o tráfego online no país sofreu queda de aproximadamente 90% durante a noite;
- Apenas algumas instalações do governo e do setor de segurança teriam mantido a conectividade funcionando normalmente, segundo a empresa;
- Relatos da imprensa internacional dão conta de que os cortes de internet e telefone no Irã seguem nesta sexta-feira (9), dificultando o contato e o compartilhamento de informações dos moradores do país.
Os protestos mais recentes tiveram início em dezembro, motivados pela desvalorização da moeda nacional, rial, que perdeu mais de um terço do seu valor em 2025, reduzindo o poder aquisitivo da população iraniana. A ONG Iran Human Rights (IHR) afirma que pelo menos 45 pessoas morreram nos atos, até o momento.
Acusando os manifestantes de agirem em nome de Donald Trump, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que o governo não vai tolerar “mercenários de estrangeiros”. O presidente americano, por sua vez, alertou que pode agir “duramente” se Teerã intensificar a repressão a quem participa dos protestos.
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